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Biblioteca Escolar ESJP

07
Dez21

CARL JUNG | ENTREVISTA

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Carl Gustav Jung, psicoterapeuta suíço, é conhecido pela comunidade da psicologia como o fundador da psicologia analítica. Contemporâneo de Sigmund Freud, chegou a trocar correspondência e ideias com o austríaco, acabando por se afastar deste por algumas divergências conceptuais (enquanto Freud conduzia as suas ideias à luz da sexualidade, Jung acreditava no peso dos fenómenos espirituais). Assim, o helvético construiu conceitos originais e abriu novas perspetivas de entendimento da mente humana, desdobrando-se da sombra de Freud a partir de ideias como os arquétipos e o inconsciente coletivo.

A psicologia analítica é um ramo da psicologia que estuda mais a fundo a mente humana, nomeadamente o consciente, o inconsciente e a relevância do passado e dos traumas no comportamento de um dado indivíduo. Integrando-se neste tipo Freud através dos conceitos sexuais e da psicanálise, foi Carl Jung que deu os primeiros passos numa incipiente e até controversa área de estudo. Começando pelo conceito de complexo, o suíço entendeu-o como um grupo de ideias inconscientes associadas a eventos ou experiências dotados de uma atividade psíquica intensa. Regularmente estimulados por contactos estabelecidos com outrem, a emoção e as imagens mentais aumentam de intensidade e em extensão temporal consoante a raiz e a dimensão do complexo. Por exemplo, uma dada música pode desencadear uma memória que envolva um alguém, podendo também este vir à tona através de um objeto ou de outro alguém que nos remeta ao primeiro.

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06
Dez21

NARCISISMO

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Transtorno de personalidade narcisista é um dos vários tipos de transtornos de personalidade. Trata-se de uma condição mental em que as pessoas têm um senso inflado de sua própria importância, uma profunda necessidade de atenção e admiração excessivas, relacionamentos conturbados e falta de empatia pelos outros. Mas por trás dessa máscara de extrema confiança está uma frágil autoestima que é vulnerável à menor crítica.

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25
Nov21

NOVIDADE | COLEÇÃO CLUBE DAS AMIGAS

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O “Clube das amigas” não é obviamente um conjunto de histórias que sejam do agrado dos rapazes. Todavia, são um olhar muito interessante e muito fiel do mundo das adolescentes, um mundo cheio de mágoas, ansiedades, vaidades, complexos, desejos, e muitos, muitos sonhos para conquistar.

         Qualquer aluna de 13, 14 anos facilmente se identificará com os grandes dramas e alegrias das heroínas destes livros: escrevem diários, confessando os seus amores e brigas que acontecem sempre numa família, descrevem a sua turma e escola, falam de blusões de cabedal e modas coloridas, zangam-se com as amigas, apaixonam-se pelo rapaz errado e, se sobrar algum tempo, É Tempo de Pensar na Minha Vida!

        Longe vão os tempos em que existiam duas bibliotecas: os “livros para as meninas” e os “livros para os rapazes” já não são tão óbvios e, atualmente, já é comum depararmo-nos com uma história de amor numa obra de ficção científica (os Jogos da Fome são o exemplo perfeito disso). Mas temos que admitir que os homens e as mulheres não pensam da mesma forma – se bem que sejam perfeitamente capazes de chegarem aos mesmos objetivos. 

JÁ DISPONÍVEL NA NOSSA BIBLIOTECA

 

18
Nov21

O CÉREBRO TEM UM BOTÃO PARA APAGAR

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Um velho ditado da neurociência diz que neurónios que disparam em conjunto, acabam por funcionar em conjunto. Isso significa que, quanto mais se ativa um circuito neuronal, mais este sai reforçado. Este facto neurológico é facilmente corroborado pela nossa experiência e intuição. Quanto mais praticamos algo, mais proficientes ficamos nessa tarefa. 

Esta abordagem tem sido abundantemente utilizada, como técnica para se aprender coisas novas, mas novos dados mostram que há mais para além disso. Aprender coisas novas é mais do que fortalecer ligações neuronais e pesquisas recentes parecem demonstrar que pelo menos igualmente importante é o chamado ”corte sináptico”, ou seja o processo pelo qual o cérebro desmantela algumas das ligações mais antigas e menos usadas.

As células neurogliais são há muito conhecidas como um género de facilitadoras, que aceleram a passagem de informação entre neurónios. Mas há também um conjunto de células microgliais que atuam em conjunto com a proteína, C1q, que serve de marcador. Quando estas detetam essa proteína ligam-se e interrompem essa sinapse.

E é essa interrupção que consitui o processo que cria condições para novas aprendizagens, num género de botão que apaga o que não é necessário. As células microgliais necessitam ter oportunidade e tempo para atuar, e dormir é fundamental para ativar esse processo. É por isso que um bom sono noturno ou até pequenas sestas, nos faz sentir revirorados. O cérebro livrou-se do que não precisava e arranjou espaço para novas coisas.

Por enquanto não são conhecidos detalhes da forma como os marcadores selecionam o que deve ser apagado, mas sabe-se que está relacionado com a pouca utilização dada a essas sinapses e portanto, de alguma maneira, podemos controlar o processo refletindo bem sobre aquilo que é mais importante preservar.

Crédito da foto: NICHD/P. BASSER

COGITO

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16
Nov21

DIA NACIONAL DO MAR

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Neste dia decorrem várias iniciativas em Portugal tendo em vista mostrar a importância do mar para a economia e para o desenvolvimento nacional.

Importância do mar

O mar assume uma importância estratégica para Portugal, sendo um setor vital para a economia portuguesa e para o produto interno bruto (PIB).

De acordo com dados divulgados em 2013, o mar português dá trabalho a 100 mil pessoas e representa uma riqueza anual de 8 mil milhões de euros.

Origem da data

A celebração do Dia Nacional do Mar teve origem na "Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar", que entrou em vigor a 16 de novembro de 1994. Portugal ratificou o documento em 1997.

Esta convenção é muito importante, pois é a partir dela que são estabelecidos, entre outros, os limites marítimos inerentes à Zona Económica Exclusiva e à Plataforma Continental.

Portugal é um país fortemente ligado ao mar, ficando marcado para a posterioridade como o país dos Descobrimentos marítimos.

Neste dia pode visitar Belém e o Museu da Marinha, por exemplo, onde se realizam iniciativas especiais ligadas à data.

 

16
Nov21

HOLOCAUSTO

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Holocausto é como ficou conhecido o genocídio de judeus realizado a comando dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Pelos judeus, ele é conhecido como Shoá, palavra em hebraico que significa “calamidade”. Ao longo da guerra, os nazistas realizaram ações sistemáticas de extermínio dessa etnia, e o resultado disso foi 6 milhões de pessoas mortas.

Os nazistas nomearam o seu programa de extermínio dos judeus como Solução Final, e, durante esse programa, também foram perseguidos comunistas, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, pessoas com problemas físicos e mentais etc. Entre as práticas realizadas no Holocausto estão o fuzilamento em massa de indivíduos, a utilização dos prisioneiros como trabalhadores escravos, o aprisionamento em guetos e campos de concentração, entre outras.

 

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16
Nov21

JOÃO ABEL MANTA | A MÁQUINA DE IMAGENS

BE - ESJP

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Exposição para ver no Palácio da Cidadela de Cascais de 5/10/2021 a 16/01/2022

A Fundação D. Luís I e a Câmara Municipal de Cascais apresentam João Abel Manta: A Máquina de Imagens, quase trinta anos depois da última grande exposição do arquiteto, ilustrador, cartoonista e pintor, artista marcante da Cultura nacional.

Patente de 5 de outubro a 16 de janeiro, a exposição marca o início da cooperação e parceria entre a Câmara Municipal de Cascais e a Presidência da República, visando o funcionamento, a manutenção e a utilização da Galeria de Exposições do Palácio da Cidadela de Cascais como polo cultural, um espaço de fruição da população que passa a estar formalmente integrado no perímetro do Bairro dos Museus.

"É uma grande honra para Cascais apresentar esta "Máquina de Imagens", de João Abel Manta, autor que se afirmou entre uma geração de artistas de meados do século XX, desafiando e retratando o panorama político e social, sendo ainda hoje fonte de inspiração para novos artistas", refere o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras.

A exemplo do que acontece com todos os equipamentos do município de Cascais, a gestão programática da Galeria de Exposições do Palácio da Cidadela encontra-se sob a tutela da Fundação D. Luís I.
"É um enorme orgulho para a Fundação D. Luís I merecer a confiança da Câmara Municipal de Cascais para gerir a programação da Galeria deste espaço emblemático de Cascais e intimamente ligado à figura de Rei D. Luís I. Será uma programação assente numa grande diversidade cultural e artística", afirma Salvato Teles de Menezes, presidente do Conselho Diretivo da Fundação D. Luís I.

Com curadoria de Pedro Piedade Marques, a exposição João Abel Manta: A Máquina de Imagens (a partir do título de um artigo de José Luís Porfírio de 1992) é "uma alargada amostra de um dos mais importantes portefólios de desenho, ilustração, design e cartoonismo do século XX português".
A mostra exibe centenas de peças, algumas inéditas, "comprovando o lugar cimeiro de João Abel Manta como interventor gráfico na imprensa periódica e não-periódica no século XX, e, em particular, durante o período mais dramático do último meio século da vida nacional: os sete anos que foram da queda de Salazar e a chegada de Marcello Caetano ao final do Período Revolucionário", adianta o curador.

Como desenhador, cartoonista, ilustrador e cartazista, "o seu trabalho juntou uma prolificidade invejável à máxima qualidade artística e técnica, servidas por uma cultura ímpar e guiadas por um olhar ao mesmo tempo distante e próximo, irónico e terno, implacável e generoso, altivo e popular. No estrito campo do cartoonismo político, foi inigualado, tanto antes da Revolução (quando foi o único a testar a censura e a tentar um género ausente da imprensa vigiada pelo "exame prévio") como depois", acrescenta Pedro Piedade Marques.

A mostra divide-se em temáticas, com uma estrutura cronológica e diacrónica, destacando algumas áreas de trabalho de João Abel Manta "como a sua espantosa produção de imagens durante o "marcelismo" e o PREC de 1974-75 (algumas delas verdadeiros ícones culturais e revolucionários), a exploração do "fantasma" de Salazar (culminado na sua obra-prima, as Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar em 1978) e a sua aptidão como retratista de um panteão cultural nacional muito próprio", conclui o curador.

Sobre Abel Manta | Nascido em Lisboa, em 1928, João Abel Manta foi filho único de dois pintores (Abel Manta e Clementina Carneiro de Moura) e criança precoce no convívio com outros artistas, outros países (França, Itália, Inglaterra) e, decorrente disto, na expressão artística.

Inscrito na Escola de Belas Artes de Lisboa em 1945, Manta revela uma linha elegante e segura já antes dos 20 anos, não isenta de ligeiras (e compreensíveis) influências neo-realistas. O artista compromete logo o seu desenho às suas convicções políticas de oposicionista ao Estado Novo e a Salazar: enfileirando no MUD (Movimento de Unidade Democrática) Juvenil, oferece um desenho alusivo ao Natal de 1947, cuja reprodução e venda reverterá para o apoio a membros do MUD entretanto presos. A sua é a geração que espera, com a derrota das forças do Eixo na II Guerra Mundial, a capitulação do regime de Salazar, e um dos modos de oposição a este é a inscrição, nesse ano, na II Exposição Geral de Artes Plásticas (EGAP) da SNBA, alternativa à oficial do SNI (Secretariado Nacional de Informação, ex-SPN, Secretariado de Propaganda Nacional).

O activismo político valer-lhe-á a prisão em Fevereiro de 1948, com duas semanas passadas em Caxias, e uma ficha nos arquivos da PIDE.

Formando-se brilhantemente como arquitecto nas Belas-Artes (onde estabelece amizade com Rolando Sá Nogueira e José Dias Coelho, que seria assassinado pela PIDE em 1961), inicia a sua actividade no início da década de 1950. Outra amizade, que dará sumarentos frutos no futuro, se fixa nestes anos: com José Cardoso Pires.

Deste período, mostram-se, sobretudo, as primeiras provas daquilo em que Manta será exímio: o retrato de figuras da cultura, expresso numa variedade tonal e de registo linear assombrosa, da linha mais limpa de um Stravinski ao chiaroscuro de um dos muitos Aquilinos que desenhou.

 

30
Set21

CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NAZIS

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A expressão “campo de concentração” tornou-se muito conhecida em nosso vocabulário por causa dos campos construídos pelos nazis durante o período que estiveram no poder da Alemanha (1933-1945). Os campos de concentração nazis foram utilizados para receber todas as pessoas que eram entendidas como opositoras ao regime e “inferiores” (do ponto de vista racial da ideologia nazi).

O primeiro campo de concentração construído pelos nazis foi o de Dachau, inaugurado em 1933. Dachau foi criado após um anúncio de Heinrich Himmler (um dos grandes líderes do partido nazi) de que um campo de concentração para prisioneiros políticos seria construído naquela região (Dachau estava nas imediações de Munique, na Alemanha). Esse campo foi designado para receber comunistas e social-democratas, e os primeiros 200 prisioneiros chegaram em 22 de março de 1933.

Logo nos primeiros dias de funcionamento de Dachau, tornaram-se públicas informações que mencionavam a violência com a qual os prisioneiros eram tratados. Com pouco mais de um mês de funcionamento, cerca de 12 prisioneiros haviam sido assassinados pelos guardas de Dachau. A criação de Dachau serviu como precedente e de inspiração para que outros campos de concentração fossem criados na Alemanha.

O historiador Richard J. Evans fala que o surgimento dos campos de concentração durante o período nazi não foi um acaso ou uma necessidade de abrigar uma população carcerária que aumentou consideravelmente com a perseguição promovida pelos nazis, mas foi um ato premeditado que fazia parte da ideologia nazi e que havia sido defendido por Hitler e denunciado por outros grupos da sociedade alemã ao longo da década de 1920.

Ao longo dos anos, os nazis construíram novos campos de concentração, que recebiam, além dos opositores políticos do regime, os considerados “inválidos”, isto é, pessoas com distúrbios mentais e físicos. Essas pessoas eram enviadas para campos de extermínio específicos, que foram construídos entre 1939 e 1941.

Os campos de extermínio desenvolveram um método que foi utilizado em larga escala pelos alemães contra os judeus: o uso das câmaras de gás. A princípio, as câmaras de gás construídas assassinavam as pessoas com o uso de monóxido de carbono. As vítimas eram encaminhadas para chuveiros, mas em vez de água saía o gás da tubulação, matando as vítimas de asfixia.

Ao todo, nesse programa de extermínio de pessoas “inválidas”, foram mortas 70.273 pessoas até agosto de 1941, quando o programa foi interrompido. Esse programa foi exportado em uma dimensão muito maior para a Solução Final, o programa de extermínio dos judeus. O desenvolvimento do projeto de uso das câmaras de gás para o extermínio dos judeus foi designado por Odilo Globocnik, que trouxe parte da equipe responsável pelo projeto de extermínio dos “inválidos”.

O primeiro campo de concentração para o extermínio de judeus desenvolvido por Globocnik foi o de Belzec, na Polónia. Esse campo foi designado para matar os judeus que lá chegassem o mais rápido possível. A ideia era construir as câmaras de gás e utilizar o monóxido de carbono para a execução. Posteriormente, os nazis passaram a utilizar o Zyklon-B, produzido inicialmente para ser um pesticida, mas que se mostrou eficaz na execução de seres humanos.

Um parêntese importante é que os nazis ordenaram a construção de campos de concentração, aqueles cuja função era abrigar os judeus, campos de trabalho forçado, cuja função era a de explorar sua mão de obra, e também campos de extermínio, aqueles cuja única função era atuar como uma fábrica da morte.

 

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...e ainda AQUI a lista dos principais campos de concentração nazis

 

 

 

28
Set21

A CASA DE ANNE FRANK EM AMSTERDÃO

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Durante mais de dois anos que Anne Frank e a sua família viveu no anexo do edifício em Prinsengracht 263 onde o pai de Anne, Otto Frank, também tinha um negócio. A família Van Pels e Fritz Pfeffer também se escondeu aqui com eles. A porta para o anexo estava fechada por detrás de uma estante amovível construída especialmente para este fim. Os trabalhadores sabiam do esconderijo e ajudavam as oito pessoas dando-lhes comida e noticias sobre o que ia acontecendo no mundo lá fora. A 4 de Agosto de 1944, o esconderijo foi descoberto. As pessoas que se encontravam escondidas foram deportadas para vários campos de concentração. Apenas Otto Frank sobreviveu à guerra.

Hoje em dia, os quartos na Casa de Anne Frank, embora vazios, ainda respiram a atmosfera sentida neste período de tempo. Citações do seu diário, documentos históricos, fotografias, pequenos filmes, e objectos originais que pertenceram aqueles que se encontravam escondidos e às pessoas que os ajudavam ilustram os eventos que decorrem neste lugar. O diário original de Anne Frank e outros apontamentos encontram-se disponíveis para serem vistos no museu. No espaço multimédia, os visitantes podem entrar numa "viagem virtual" pela Casa de Anne Frank, obtendo informação sobre as pessoas que se encontravam escondidas e sobre a Segunda Guerra Mundial. Uma exposição contemporânea é apresentada na sala de exibições

 

 

 

 

21
Set21

ANNE FRANK - UM EXEMPLO DE TENACIDADE

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Anne Frank (1929-1945) foi uma jovem judia vítima do regime nazi. Morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha, deixando escrito um diário, que foi publicado por seu pai, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz (Polónia), intitulado "O Diário de Anne Frank".

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18
Jun21

FUTEBOL E EDUCAÇÃO

BE - ESJP

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O PAPEL DOS PAIS NA VIDA DESPORTIVA DOS FILHOS E A SUA TRANSMIÇÃO DE VALORES

Nos tempos que correm a participação dos pais nas atividades dos filhos é frequente e de salutar. Esta participação é feita a todos os níveis quer seja escolar, social, desportiva ou lúdica. Para isso devem tanto os pais como os filhos sentirem-se agradados com a presença de ambos e não serem motivos de «stress».

A verdade é que os pais não estão, na maior parte das vezes, preparados para serem pais de atletas. A vida altera-se quando o filho entra no desporto e muita da rotina familiar é feita em função dos horários desportivos do filho. Acrescentar a isto que os fins de semana também são condicionados pela participação do filho na competição. Daí inúmeras vezes os pais indignarem-se pela pouca ou nenhuma utilização do filho no jogo. O stress a que se sujeitam e para o qual não estavam minimamente educados para tal.

Temos de uma vez por todas envolver os pais na realidade dos clubes fazendo-os perceber a dinâmica do clube para que possam de uma forma mais assertiva colaborar na prática desportiva. 

Existirá sempre nesta prática o perigo de um envolvimento abusivo que pode resultar em conflitos e destabilização quer do filho, quer da equipa. Mas hoje essa participação já existe e sem regras. Os pais assumiram a «gestão» da formação dos clubes porque estes faliram e desinteressaram-se da mesma. É consensual que o entendimento e a comunicação entre pais e jovens atletas é uma experiência positiva importante para a criança.

Do desporto das redes sociais e dos paineileiros da televisão para os campos não existe filtragem.

Daí, também, serem normalmente os pais que vivem os jogos como se fossem eles que estivessem a jogar os que tendencialmente insultam os árbitros, sejam eles árbitros adultos ou, mais absurdo ainda, jovens que estão a iniciar a atividade. Em casa repreendem os filhos quando dizem asneiras e não permitem que se insultem pessoas, mas quando estão no jogo os princípios de educação enunciados em casa desaparecem.

A pergunta da criança é, “mas afinal dizem-se ou não se dizem asneiras?! Insultam-se ou não se insultam pessoas?” Nada é mais educativo que os exemplos, e não é com maus exemplos que melhor educam. Se acreditamos que o desporto para os mais jovens é um processo educativo e formativo, todos devemos contribuir para essa finalidade, a começar pelos pais.

É necessário aprender a conviver com esta realidade: todos somos potenciais desestabilizadores, mas, com valores humanos e uma educação adequada e atempada, podemos enfrentar a situação com êxito e fazer com que esta sucessão de problemas tenha um impacto mínimo.

Desta forma, os pais, tanto na vida como no desporto, ou na vida através do desporto, devem ter consciência de que o seu agir é observado com muita atenção por parte das crianças, que veem os pais como o primeiro e principal modelo a imitar e a seguir.

A criança cresce e desenvolve-se à imagem do contexto em que está inserida e de acordo com os valores que a regem. Neste sentido, os modelos que observam a partir de casa penetram mais fundo no seu comportamento, do que qualquer exercício de retórica que estes possam tentar sublinhar.

“Faz o que eu digo, não faças o que eu faço” é um ditado popular que não serve de modelo de transmissão de valores para os filhos, pois o exemplo é o que se apreende e marca.

No processo de transmissão e construção de um quadro de valores desportivos, mas acima de tudo sociais, os pais, enquanto primeiros e principais responsáveis pela educação dos seus filhos, revelam-se autênticos guias, que através do seu estímulo, mas também do seu exemplo, permitem e exponenciam a capacidade dos seus filhos assimilarem e compreenderem os valores inerentes à sua prática desportiva. Da mesma forma que um comportamento antagónico, socialmente inadequado, reforça nos seus filhos a assunção destes como atitudes normais e, portanto reproduzíveis dentro do fenómeno desportivo.

As crianças apreendem com maior frequência aquilo que vivenciam do que aquilo que lhes é dito. Se forem constantemente confrontadas com maus exemplos, vão acabar por tomá-los como bons, pois é a realidade em que se encontram.

Os pais devem transmitir aos filhos que estes têm de dar o melhor de si mesmos para superar os obstáculos e não esperar que o adversário fraqueje ou que ocorra uma influência externa. O objetivo pode ser vencer, mas todos temos de ser melhores, de evoluir diariamente.

A criança/jovem tem direito, tem mesmo a necessidade, de sonhar. O crescimento implica várias fases. O sonho está, e deve estar, sempre presente no seu desenvolvimento. O sonho começa a traçar um caminho, estimula a criatividade e abre novos horizontes.

Uma meta que possa não ser alcançada não é definitivamente um fracasso. Nem sempre somos os melhores. O campeão não é o que não cai, mas sim o que se levanta a seguir à queda.

Vítor Santos

Embaixador do Plano Nacional de Ética Desportiva

14
Jun21

COMO EVITAR O BULLYING

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O bullying é um problema comum em qualquer escola. Se você tem medo de sofrer essa violência, pode aprender a evitar passar por situações do tipo. Caso aconteça algo, nunca se culpe; a responsabilidade é sempre de quem perpetua o ato. Ainda assim, você pode fazer algumas coisas para reduzir as chances de se tornar vítima. Aprenda a adotar atitudes calmas e confiantes para afastar os bullies, evite as áreas da escola que eles frequentam etc. Se não conseguir evitar esse encontro, denuncie a situação a um adulto. Quando a vítima não se manifesta, pode sofrer consequências sérias.

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08
Jun21

DIA MUNDIAL DOS OCEANOS | 8 de junho

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As Nações Unidas marcam neste 8 de junho o Dia Mundial dos Oceanos com foco na Inovação para um Oceano Sustentável.

Em mensagem, o secretário-geral disse que perante a atuação pelo fim da pandemia e melhor recuperação, existe uma oportunidade única e responsabilidade de corrigir a relação humana com o meio ambiente incluindo mares e oceanos.

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25
Mai21

JORNADAS DA LEITURA

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A OCDE lançou um novo relatório PISA sobre o desenvolvimento das competências de literacia dos alunos no mundo digital.

Para debater os resultados do estudo Leitores do séc. XXI: desenvolver competências de leitura num mundo digital, no que a Portugal diz respeito, o Instituto de Avaliação Educativa e o Plano Nacional de Leitura 2027 promovem, nos dias 24 e 27 de maio, das 15:00h às 17:30h., as Jornadas da Leitura. Assista nesta ligação.

O relatório, publicado com o apoio da Vodafone Germany Foundation, estuda como é que os alunos de 15 anos estão a desenvolver competências de leitura para lidar com o ambiente altamente tecnológico do século XXI, indicando formas potenciais de fortalecer a sua capacidade para navegar no mundo da informação.

O lançamento global do relatório, organizado pela Comissão Europeia, aconteceu no dia 4 de maio, às 08.30h, com apresentações de Andreas Schleicher, Diretor da OCDE para a Educação e Competências, e de outros elementos da Comissão Europeia e da Fundação Vodafone alemã.

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21
Mai21

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

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Apenas uma década atrás, o termo inteligência artificial (IA) pertencia mais ao universo da ficção científica e parecia no máximo uma ousadia para o futuro distante. Muitas situações mudaram de lá para cá e, atualmente, crescem as aplicações e pesquisas neste campo. Todo mundo já ouviu falar de inteligência artificial, mas você sabe do que se trata essa tecnologia e do que ela é capaz?

 

21
Mai21

A CENTRALIDADE DA CULTURA: MÚLTIPLOS OLHARES E TESSITURAS

BE - ESJP

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O Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, celebrado a 21 de maio, foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), através da Resolução 57/249, de 20 de fevereiro de 2003, na sequência da aprovação da Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural que ocorreu em 2001.

A Declaração da UNESCO anuncia, pela primeira vez, a Diversidade Cultural como “herança comum da humanidade”, assumindo que “a diversidade cultural é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade para a natureza”. Por seu lado, a ONU, proclama uma data para celebração da cultura, nas suas diferentes manifestações, e o modo como ela pode contribuir para o diálogo, a compreensão mútua e o desenvolvimento sustentável.

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