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Biblioteca Escolar ESJP

11
Mai22

DIA DA EUROPA (II)

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Decorreu hoje no auditório da ESJP, a sessão evocativa do Dia da Europa, 9 de maio, com a projeção do filme: "Adeus Lenine!", realizado por Wolfgang Becker, seguida de debate com os alunos das três turmas do 12ºano, do curso de Línguas e Humanidades, na disciplina de História A. Iniciativa promovida pelos professores Sérgio Lima e Ricardo Presumido, do grupo disciplinar de História.

 

09
Mai22

DIA DA EUROPA

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Dia 9 de maio de 1950, pelas 16h00, Robert Schuman, o então ministro dos Negócios Estrangeiros de França, apresentou, no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, em Paris, uma proposta com as bases fundadoras do que é hoje a UE.

Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", baseada numa ideia originalmente lançada por Jean Monnet, destacava os valores de paz, solidariedade, desenvolvimento económico e social, equilíbrio ambiental e regional e incluía a criação de uma instituição europeia supranacional incumbida de gerir as matérias-primas que, nessa altura, constituíam a base do poderio militar: o carvão e o aço.

Em 2022, esta declaração comemora o seu 72.º aniversário. 

Por se considerar que esse dia foi o marco inicial da UE, os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, decidiram consagrar o dia 9 de maio como "Dia da Europa".

Está patente, na Biblioteca, uma mostra de trabalhos do 7º ano alusiva à efeméride, no âmbito da Geografia

 

20
Jan22

EXISTENCIALISMO

BE - ESJP

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O existencialismo sofreu influência da fenomenologia (fenômenos do mundo e da mente), cuja existência precede a essência, sendo dividido em duas vertentes:

  • existencialismo ateu: negam a existência de uma natureza humana.
  • existencialismo cristão: essência humana corresponde um atributo de Deus.

Para os filósofos existencialistas, a essência humana é construída durante sua vivência, a partir de sua experiência no mundo e de suas escolhas, uma vez que possui liberdade incondicional.

Em outras palavras, a corrente existencialista prega que o ser humano é um ser que possui toda a responsabilidade por meio de suas ações. Assim, ele cria ao longo sua vida um sentido para sua própria existência.

Para os existencialistas, a vida humana é baseada na angústia, no absurdo e na náusea causada pela vida não possuir um sentido para além da própria existência.

A partir da autonomia moral e existencial, fazemos escolhas na vida e traçamos caminhos e planos. Nesse caso, toda escolha implicará numa perda ou em várias, dentre muitas possibilidades que nos são postas.

Assim, para os existencialistas, a liberdade de escolha é o elemento gerador, no qual ninguém e nem nada pode ser responsável pelos encaminhamentos da vida. Os indivíduos são seres "para-si", livres e plenamente responsáveis.

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17
Jan22

O CAMINHO PARA A LIBERDADE | JEAN-PAUL SARTRE

BE - ESJP

Neste episódio é abordada a vida e a obra do mais famoso filósofo existencialista europeu, Jean-Paul Sartre (1905-1980). O homem que passou a vida a desafiar a lógica convencional amava os paradoxos. O documentário expõe estes paradoxos da sua vida e da sua obra, ao mesmo tempo em que ambos são questionados. A pergunta central que é colocada é: Se o ser humano é livre para fazer o que quiser, como justifica Sartre, então como devemos viver as nossas vidas no dia-a-dia?

Fonte AQUI
 
 

Jean-Paul Sartre, (1905-1980) foi um filósofo e escritor francês, um dos maiores representantes do pensamento existencialista em França. "O Ser e o Nada" foi o seu principal trabalho filosófico onde formulou seus pressupostos existencialistas.

Jean-Paul Charles Aymard Sartre, conhecido como Jean-Paul Sartre, nasceu em Paris, França, no dia 21 de junho de 1905. Filho de Jean Baptiste Marie Eymard Sartre, oficial da Marinha Francesa e de Anne-Marie Sartre, ficou órfão de pai com dois anos de idade.

Em 1907, Sartre mudou-se com sua mãe para a casa de seus avós maternos em Meudon. Em 1911, mudou-se para Paris e ingressou no Liceu Henri IV.

Em 1916, com o casamento de sua mãe, considerado por Sartre como traição, foi obrigado a se mudar para La Rochelle, quando ingressou no Liceu La Rochelle.

Formação

Em 1920 Sartre voltou para Paris. Em 1924 ingressou na Escola Normal Superior de Paris, onde conheceu sua futura companheira a escritora Simone de Beauvoir. Em 1929, conclui a graduação.

Em 1931, Sartre foi nomeado professor de filosofia em Havre. Nessa época, escreveu o romance, "A Lenda da Verdade", que não foi aceite pelos editores.

Em 1933, Sartre interrompeu a sua carreira após receber uma bolsa de estudos que lhe permitiu estudar na Alemanha no Instituto Francês de Berlim, quando entrou em contacto com a filosofia de Husserl e de Heidegger.

Em 1938, Sartre publicou o romance “A Náusea”, escrito na forma de diário, no qual descreve a repulsa sentida pelo protagonista ao tomar consciência do próprio corpo.

Em 1940, Sartre foi convocado pelo Exército francês para servir na Segunda Guerra Mundial. Feito prisioneiro dos alemães, foi solto em abril de 1941 quando retornou a França.

O Existencialismo de Sartre

Jean-Paul Sartre foi o expoente máximo do "existencialismo" – corrente filosófica que pregava a liberdade individual do ser humano. O existencialismo nasceu com o filósofo dinamarquês Soren Kieekegaard (1831-1855) que combatia a filosofia especulativa.

Em 1943, Sartre publicou “O Ser e o Nada” (1943), seu trabalho filosófico mais conhecido, quando formulou seus pressupostos filosóficos que determinou o pensamento e a posição essencial da geração de intelectuais do pós-guerra. Sartre vinculou a filosofia existencial ao marxismo e à psicanálise.

Para Sartre, “estamos condenados a ser livres” - essa é a sua sentença para a humanidade, uma vez que a “existência precede a essência”, ou seja, não nascemos com uma função pré-definida. Para ele, a consciência coloca o homem diante da possibilidade de escolher o que ele será, pois essa é a condição da liberdade humana. Escolhendo a sua ação, o homem escolhe-se a si mesmo, mas não escolhe a sua existência.

Essa mesma liberdade, que não pode negar-se a si mesma, gera o sentimento de que a escolha carece de importância e está na base da angústia. O texto evidencia sobretudo a questão da liberdade individual em conflito com a convivência social.

Para Sartre, a má-fé do homem seria mentir para si mesmo, tentando se convencer de que não é livre. O problema surge quando seus projetos pessoais entram em conflito com o projeto de vida dos outros.

Eles, os outros, tiram parte da sua autonomia, por isso, as escolhas devem ser pensadas, uma vez que vão definir a existência de cada um. Ao mesmo tempo, é pelo olhar do outro que nos reconhecemos a nós mesmos – daí a origem da célebre frase de Sartre: “O inferno são os outros”.

Em seu breve tratado “O Existencialismo é um Humanismo" (1946) o conceito de liberdade passou a ser apresentado não mais como valor em si, que prescinde de objetivo ou propósito, mas como instrumento dos esforços conscientes.

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir

Jean-Paul Sartre manteve um relacionamento aberto com sua amiga e também filósofa Simone de Beauvoir durante 50 anos. Nunca se casaram ou tiveram filhos.

Jean-Paul Sartre

Além da relação amorosa, eles tinham uma grande afinidade intelectual. Simone de Beauvoir colaborou com a obra filosófica de Sartre, era a revisora de seus livros e também se tornou uma das principais filósofas do movimento existencialista.

Atividades Políticas de Sartre

Comprometido durante toda a vida com a política, em 1945, Sartre abandonou o ensino para se dedicar a literatura. Em colaboração com Reymond Aron, Maurice Merleau-Ponty e Simone De Beauvoir, fundou o periódico político-literário “Les Temps Modernes”, uma das revistas de pensamento de esquerda, mais influentes do pós-guerra.

Em 1952, Jean-Paul Sartre filiou-se ao Partido Comunista. Em 1956, em protesto pela entrada de tanques soviéticos em Budapeste, Sartre abandonou o Partido Comunista.

Nesse mesmo ano, escreveu um longo artigo em seu periódico, intitulado “O Fantasma de Stalin”, que condenou tanto a intervenção soviética quanto a submissão do Partido Comunista Francês aos ditames de Moscovo.

Últimos Anos de Sartre

Em 1960, Sartre escreveu sua última obra filosófica “Crítica da Razão Dialética”. Essa obra apresenta o marxismo como uma filosofia totalizante, em permanente evolução interna, da qual o existencialismo constitui uma forma de expressão ideológica.

Em 1964, ano em que publicou a autobiografia “As Palavras”, Sartre recusou o Prêmio Nobel de Literatura, que lhe havia sido outorgado, pois, segundo ele, “Nenhum escritor pode ser transformado em instituição.”

Em maio de 1968 apoiou a rebelião estudantil que ajudou a derrubar o governo conservador francês. Em 1972, assumiu a direção do jornal esquerdista “Libértation”.

Além de tratados filosóficos, Sartre escreveu vários romances de sucesso, entre eles: O Muro (1939), dramas como As Moscas (1949), ensaios sobre arte e política, como Situações - obra em dez volumes, redigida entre 1947 e 1976, além de peças como Entre Quatro Paredes (1944) e O Diabo e o Bom Deus (1951). 

Jean-Paul Sartre, que ficou cego em seus últimos anos de vida, faleceu em Paris, França, no dia 15 de abril de 1980. Seus restos mortais foram sepultados no Cemitério de Montparnasse, onde posteriormente foi sepultada sua companheira Simone de Beauvoir.

 

17
Jan22

FENOMENOLOGIA | EDMUND HUSSERL

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A fenomenologia é um estudo que fundamenta o conhecimento nos fenômenos da consciência. Nessa perspectiva, todo conhecimento se dá a partir de como a consciência interpreta os fenómenos.

Esse método foi desenvolvido inicialmente por Edmund Husserl (1859-1938) e, desde então, tem muitos adeptos na Filosofia e em diversas áreas do conhecimento.

Para ele, o mundo só pode ser compreendido a partir da forma como se manifesta, ou seja, como aparece para a consciência humana. Não há um mundo em si e nem uma consciência em si. A consciência é responsável por dar sentido às coisas.

Na filosofia, um fenómeno designa, simplesmente, a forma como uma coisa aparece, ou se manifesta, para o sujeito. Ou seja, trata-se da aparência das coisas.

Sendo assim, todo o conhecimento que tenha como ponto de partida os fenómenos das coisas podem ser compreendidos como fenomenológicos.

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17
Jan22

MARTIN HEIDEGGER | PROJETO PARA VIVER

BE - ESJP

O projeto do tratado Ser e Tempo, foi publicado em 1927 no mesmo ano que Minha Luta (Adolf Hitler). Este programa examina a vida e a filosofia de Martin Heidegger, descreve a sua ascensão a proeminência intelectual, expondo os motivos do seu envolvimento no partido Nazi. Entrevistas com o seu filho, Hermann Heidegger, George Steiner autor de uma influente critica da sua filosofia, contado também com o seu biógrafo Hugo Ott; e ex-aluno de Hans-Georg Gadamer, fornecem novas ideias enquanto se faz uma reconstrução dos momentos chaves da vida de Heidegger. Vida e história de um homem cujos apologistas e os antagonistas ainda amargamente se dividem.

Fonte AQUI

 

Martin Heidegger (1889-1976) foi um filósofo alemão da corrente existencialista, um dos maiores filósofos do século XX. Foi professor e escritor, exercendo grande influência em intelectuais como Jean-Paul Sartre.

Martin Heidegger nasceu em Messkirch, uma pequena cidade católica do Estado de Baden, na Alemanha, no dia 26 de setembro de 1889. Com o objetivo de ser padre cursou Teologia na Universidade de Friburgo, onde foi aluno de Edmund Husserl, teórico e filósofo criador da fenomenologia.

Em 1913, doutorou-se em Filosofia. Ao estudar os clássicos protestantes de Martinho Lutero a João Calvino, entre outros; enfrentou uma crise espiritual e rompeu com o catolicismo. Em 1917 se casa com a Luterana Elfrid Petri.

A partir da influência que adquiriu do professor Husserl, tornou-se seu herdeiro na liderança da fenomenologia – sistema filosófico que estuda o conjunto de fenômenos e estruturas da experiência consciente e como eles se manifestam através do tempo e do espaço.

A filosofia de Heidegger baseia-se na ideia de que o homem é um ser que busca aquilo que não é. Seu projeto de vida pode ser eliminado pelas pressões da vida e pelo quotidiano, o que leva o homem a isolar-se de si mesmo. Heidegger também trabalhou o conceito de angústia, a partir do qual o homem transcende as suas dificuldades ou deixa-se dominar por elas. Assim, o homem seria um projeto inacabado.

Em 1923 foi nomeado professor de Filosofia na Universidade de Marburgo. Com a publicação da obra-prima “Ser e Tempo” (1927), Heidegger foi promovido a professor titular em Marburgo e reconhecido como um dos mais importantes filósofos do mundo. Em 1928, após a reforma de Husserl, Heidegger foi nomeado para a cadeira de Filosofia em Friburgo.

Em janeiro de 1933, quando Hitler se tornou chanceler, Heidegger foi nomeado reitor da Universidade de Friburgo, apoiando o nacional-socialismo. Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, Heidegger teve sua reputação acadêmica abalada por ter apoiado o Nazismo, ficando proibido de lecionar. Em 1953 publicou “Introdução à Metafísica, onde elogiou o Nacional-Socialismo”.

Martin Heidegger escreveu obras importantes, entre elas, “Novas Indagações sobre Lógica” (1912), “O Problema da Realidade na Filosofia Moderna” (1912), “O Conceito de Tempo na Ciência da História” (1916), “O Que é Metafísica?” (1929), “Da Essência da Verdade” (1943), “Da Experiência de Pensar” (1954), “O Caminho da Linguagem” (1959) e "Fenomenologia e Teologia” (1970).

Martin Heidegger faleceu em Friburgo, Alemanha, no dia 26 de maio de 1976.

 

 

17
Jan22

FRIEDRICH NIETZSCHE | PARA ALÉM DO BEM E DO MAL

BE - ESJP

A semente do pensamento disseminado por Nietzsche no século 19 prefigurava o piloto do século 20 sobre os conceitos do existencialismo e da psicanálise. Este programa conta com entrevistas de grandes estudiosos do pensamento do Nietzsche sendo eles: Ronald Hayman e Leslie Chamberlain (biógrafos de Nietzsche), Andrea Bollinger (arquivista), Reg Hollingdale (tradutor), Will Self (escritor) e Keith Ansell Pearson (filosofa) que sonda a vida e os escritos de Nietzsche. Além de mostrar também o papel da irmã de Nietzsche na edição das suas obras para o uso como propaganda nazi. Conta também com partes de prosas aforísticas extraídas de obras como a parábola de um louco e assim falou Zaratustra.

Fonte AQUI
 
 

Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo, escritor e crítico alemão que exerceu grande influência no Ocidente. Sua obra mais conhecida é “Assim Falava Zaratustra”. O pensador estendeu sua influência para além da filosofia, penetrando na literatura, poesia e todos os âmbitos das belas artes.

Infância e Formação

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Era filho, neto e bisneto de pastores protestantes. Com cinco anos de idade ele ficou órfão de pai, ficando aos cuidados da mãe, da avó e da irmã mais velha.

Durante a juventude pretendia seguir o exemplo do pai e dedicou-se à leitura da Bíblia. Com 10 anos entrou para o Ginásio de Naumburgo, e com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.

Friedrich Nietzsche formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia Clássica, na Universidade de Bonn. Em 1865, transferiu-se para a Universidade de Leipzig, indicado pelo mestre Wilhelm Ritschl.

Em 1867, Nietzsche foi convocado para o exército prussiano, quase morreu de uma queda de cavalo, e voltou para continuar seus estudos em Leipzig.

Em 1869, com 25 anos, foi contratado pela Universidade da Basileia como catedrático de Filologia Clássica. Nessa época, compôs obras musicais à maneira de Schumann, fez amizade com Wagner e conheceu a filosofia de Schopenhauer.

Em 1870, com a deflagração da Guerra Franco-Prussiana, pediu licença da universidade e retornou para o Exército. Nesse período, Nietzsche contraiu difteria e voltou para Basileia a fim de se restabelecer.

Primeiro Livro

Em 1871, Nietzsche publicou seu primeiro livro, “O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música”. A segunda edição foi pulicada em 1875, com um adendo sobre "Helenismo e Pessimismo". Na obra, Nietzsche sustenta que a tragédia grega teria surgido da fusão de dois componentes: o apolíneo, que representava a medida e a ordem, e o dionisíaco, símbolo da paixão vital e da intuição.

Em 1879, com a saúde abalada, com crises constantes de cefaleia, problemas de visão e dificuldade para falar, Nietzsche foi obrigado a se aposentar. 

Assim Falava Zaratustra (1883)

Em 1883, Nietzsche publicou “Assim Falava Zaratustra”, sua obra mais conhecida, de estilo bíblico e poético, entre o dos pré-socráticos e o dos profetas hebraicos, sob a máscara do lendário sábio persa.

Na obra, estão as ideias-chaves do pensamento de Nietzsche: a ideia de Super-Homem, a ideia de Transmutação de Valores, a ideia de Espírito Senhoril e a ideia de Eterno Retorno. Que derrotariam a moral cristã e o ascetismo servil.

Além do Bem e do Mal (1886)

Nietzsche fez da moral e da religião o alvo de seus combates, considerando sua guerra pessoal contra ambos sua maior vitória. Além do Bem e do Mal é o centro dessa guerra, o primeiro livro entre seus escritos negativos e negadores, conforme ele mesmo declara em seu “Ecce Homo” (1888), publicado postumamente.

De um modo geral, na obra “Além do Bem e do Mal”, Nietzsche desenvolve uma verdadeira crítica da filosofia, da religião e da moral, apontando as congruências existentes entre elas.

O Anticristo

Em 1888, Nietzsche iniciou a obra “O Anticristo”, que só foi publicada em 1895, na qual faz uma comparação com outras religiões, criticando com veemência a mudança de foco que o cristianismo opera, uma vez que o centro da vida passa a ser o além e não o mundo presente.

Últimos Anos

A fase criativa de Nietzsche foi interrompida em 03 de janeiro de 1889, quando sofreu um grave colapso nas ruas de Turim e perdeu definitivamente a razão. Ao ser internado na Basileia, foi diagnosticado com paralisia progressiva, provavelmente em consequência da sífilis.

Quando um exemplar de sua obra-prima, "Assim Falou Zaratustra", foi colocado diante dele, leu-o durante alguns minutos e disse em seguida: "Não sei quem é o autor deste livro. Mas, pelos deuses, que pensador deve ele ter sido!".

Friedrich Nietzsche faleceu em Weimar, Alemanha, no dia 25 de agosto de 1900.

 

 

 

11
Jan22

CARTAZ DA PAZ 2021/2022 | MADALENA RIBEIRO DO 8ºI

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A ESJP e toda a sua comunidade escolar felicitam a aluna Madalena Ribeiro, da turma 8ºI, deste ano letivo, pela escolha nacional do seu trabalho, realizado para o Concurso da Paz 2021-22, promovido pela Lions Club Internacional. 

 

Este concurso internacional de arte pretende estimular os jovens de todo o mundo a expressarem a sua visão sobre a Paz e inspirar o mundo por meio da arte e da criatividade. Assim, alunos de 7º e 8º anos, pela disciplina de Educação Visual, sob a orientação das professoras Luciana Gregório (8º A, F, I, J), Sónia Luz (7ºA) e Susana Duarte (7º E/F/G/H/I/J), desenvolveram propostas originais de ilustração para um cartaz alusivo à Paz com o tema "Estamos Todos Conetados: Trazendo Paz ao Mundo por meio das Crianças", utilizando diversas técnicas de desenho e pintura. 

 

Após os cartazes terem ido para avaliação do júri do município do Montijo, o cartaz da aluna Madalena Ribeiro, do 8ºI, foi escolhido para ir a nível nacional, o qual também foi selecionado para representar o país ao concurso internacional, cujos resultados só se saberão para meados do 2º período. Os cartazes realizados pelos alunos da ESJP e das restantes escolas do município irão estar em exposição na Biblioteca Municipal do Montijo, ainda com data a definir devido à situação nacional a nível pandémico. 

 

Parabéns pela distinção…temos artista! 

Estaremos a torcer pela Madalena Ribeiro a nível internacional...

 

Pode-se visualizar este e os outros cartazes em 

 

 

 

09
Dez21

MUSEU DO ALJUBE | MULHERES E RESISTÊNCIA

BE - ESJP

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 ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2021

Um livro por 3 mulheres, decidido em maio de 1971 e publicado um ano depois, com a primeira edição recolhida e destruída pela Censura três dias após o seu lançamento.  

Nos 50 anos da escrita das Novas Cartas Portuguesas que dera origem ao processo das Três Marias revisitamos a atualidade da luta das mulheres pelos seus direitos. 

A partir da obra singular de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa tentamos compreender o papel da repressão, o valor da solidariedade e a importância da vitória deste processo literário e político. 

A exposição temporária Mulheres e Resistência – Novas Cartas Portuguesas e outras lutas pretende relevar o contributo de tantas mulheres que, com origens e percursos diferentes, inventaram e concretizaram batalhas pelos seus direitos, pela justiça social e pela liberdade, desde os anos 30 até ao 25 de Abril. Todos estes processos destacam o papel insubstituível das mulheres ao longo dos 48 anos de resistência ao fascismo e a sua importância na conquista da liberdade no nosso país. 

A partir de 6 de maio e até dezembro de 2021, com esta exposição, exploramos uma vasta programação paralela que pretende ligar múltiplas perspetivas sobre a luta pela igualdade e pela liberdade, o tanto que já foi feito e o muito que continua por fazer. Sessões de conversa, cinedebates, teatro, música, itinerários, visitas e muito mais. 

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07
Dez21

CARL JUNG | ENTREVISTA

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Carl Gustav Jung, psicoterapeuta suíço, é conhecido pela comunidade da psicologia como o fundador da psicologia analítica. Contemporâneo de Sigmund Freud, chegou a trocar correspondência e ideias com o austríaco, acabando por se afastar deste por algumas divergências conceptuais (enquanto Freud conduzia as suas ideias à luz da sexualidade, Jung acreditava no peso dos fenómenos espirituais). Assim, o helvético construiu conceitos originais e abriu novas perspetivas de entendimento da mente humana, desdobrando-se da sombra de Freud a partir de ideias como os arquétipos e o inconsciente coletivo.

A psicologia analítica é um ramo da psicologia que estuda mais a fundo a mente humana, nomeadamente o consciente, o inconsciente e a relevância do passado e dos traumas no comportamento de um dado indivíduo. Integrando-se neste tipo Freud através dos conceitos sexuais e da psicanálise, foi Carl Jung que deu os primeiros passos numa incipiente e até controversa área de estudo. Começando pelo conceito de complexo, o suíço entendeu-o como um grupo de ideias inconscientes associadas a eventos ou experiências dotados de uma atividade psíquica intensa. Regularmente estimulados por contactos estabelecidos com outrem, a emoção e as imagens mentais aumentam de intensidade e em extensão temporal consoante a raiz e a dimensão do complexo. Por exemplo, uma dada música pode desencadear uma memória que envolva um alguém, podendo também este vir à tona através de um objeto ou de outro alguém que nos remeta ao primeiro.

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06
Dez21

NARCISISMO

BE - ESJP

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Transtorno de personalidade narcisista é um dos vários tipos de transtornos de personalidade. Trata-se de uma condição mental em que as pessoas têm um senso inflado de sua própria importância, uma profunda necessidade de atenção e admiração excessivas, relacionamentos conturbados e falta de empatia pelos outros. Mas por trás dessa máscara de extrema confiança está uma frágil autoestima que é vulnerável à menor crítica.

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25
Nov21

NOVIDADE | COLEÇÃO CLUBE DAS AMIGAS

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O “Clube das amigas” não é obviamente um conjunto de histórias que sejam do agrado dos rapazes. Todavia, são um olhar muito interessante e muito fiel do mundo das adolescentes, um mundo cheio de mágoas, ansiedades, vaidades, complexos, desejos, e muitos, muitos sonhos para conquistar.

         Qualquer aluna de 13, 14 anos facilmente se identificará com os grandes dramas e alegrias das heroínas destes livros: escrevem diários, confessando os seus amores e brigas que acontecem sempre numa família, descrevem a sua turma e escola, falam de blusões de cabedal e modas coloridas, zangam-se com as amigas, apaixonam-se pelo rapaz errado e, se sobrar algum tempo, É Tempo de Pensar na Minha Vida!

        Longe vão os tempos em que existiam duas bibliotecas: os “livros para as meninas” e os “livros para os rapazes” já não são tão óbvios e, atualmente, já é comum depararmo-nos com uma história de amor numa obra de ficção científica (os Jogos da Fome são o exemplo perfeito disso). Mas temos que admitir que os homens e as mulheres não pensam da mesma forma – se bem que sejam perfeitamente capazes de chegarem aos mesmos objetivos. 

JÁ DISPONÍVEL NA NOSSA BIBLIOTECA

 

18
Nov21

O CÉREBRO TEM UM BOTÃO PARA APAGAR

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Um velho ditado da neurociência diz que neurónios que disparam em conjunto, acabam por funcionar em conjunto. Isso significa que, quanto mais se ativa um circuito neuronal, mais este sai reforçado. Este facto neurológico é facilmente corroborado pela nossa experiência e intuição. Quanto mais praticamos algo, mais proficientes ficamos nessa tarefa. 

Esta abordagem tem sido abundantemente utilizada, como técnica para se aprender coisas novas, mas novos dados mostram que há mais para além disso. Aprender coisas novas é mais do que fortalecer ligações neuronais e pesquisas recentes parecem demonstrar que pelo menos igualmente importante é o chamado ”corte sináptico”, ou seja o processo pelo qual o cérebro desmantela algumas das ligações mais antigas e menos usadas.

As células neurogliais são há muito conhecidas como um género de facilitadoras, que aceleram a passagem de informação entre neurónios. Mas há também um conjunto de células microgliais que atuam em conjunto com a proteína, C1q, que serve de marcador. Quando estas detetam essa proteína ligam-se e interrompem essa sinapse.

E é essa interrupção que consitui o processo que cria condições para novas aprendizagens, num género de botão que apaga o que não é necessário. As células microgliais necessitam ter oportunidade e tempo para atuar, e dormir é fundamental para ativar esse processo. É por isso que um bom sono noturno ou até pequenas sestas, nos faz sentir revirorados. O cérebro livrou-se do que não precisava e arranjou espaço para novas coisas.

Por enquanto não são conhecidos detalhes da forma como os marcadores selecionam o que deve ser apagado, mas sabe-se que está relacionado com a pouca utilização dada a essas sinapses e portanto, de alguma maneira, podemos controlar o processo refletindo bem sobre aquilo que é mais importante preservar.

Crédito da foto: NICHD/P. BASSER

COGITO

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16
Nov21

DIA NACIONAL DO MAR

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Neste dia decorrem várias iniciativas em Portugal tendo em vista mostrar a importância do mar para a economia e para o desenvolvimento nacional.

Importância do mar

O mar assume uma importância estratégica para Portugal, sendo um setor vital para a economia portuguesa e para o produto interno bruto (PIB).

De acordo com dados divulgados em 2013, o mar português dá trabalho a 100 mil pessoas e representa uma riqueza anual de 8 mil milhões de euros.

Origem da data

A celebração do Dia Nacional do Mar teve origem na "Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar", que entrou em vigor a 16 de novembro de 1994. Portugal ratificou o documento em 1997.

Esta convenção é muito importante, pois é a partir dela que são estabelecidos, entre outros, os limites marítimos inerentes à Zona Económica Exclusiva e à Plataforma Continental.

Portugal é um país fortemente ligado ao mar, ficando marcado para a posterioridade como o país dos Descobrimentos marítimos.

Neste dia pode visitar Belém e o Museu da Marinha, por exemplo, onde se realizam iniciativas especiais ligadas à data.