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Biblioteca Escolar ESJP

10
Fev22

BIFES IMPRESSOS EM 3D

BE - ESJP

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Já sabemos que os humanos comem todo o tipo de animais. Agora comemos carne que não é animal. O que pensarão os vegetarianos disto?

Redefine Meat, do chef Marco Pierre White, é um dos líderes da nova tendência. No Mr White’s, em Leicester Square, chefs, investidores e especialistas de carnes e hambúrgueres – assim como ex-vencedores do concurso MasterChef – reuniram para degustar a nova fronteira da ética.

O tom do evento foi dado pela oferta de uma pouco de “sangue”. “Não sabe a sangue?” pergunta em empregado animado. “Bem, sim”. As reações ao resto das iguarias foi o mesmo. Esta carne artificial passa mesmo por carne natural.

Embora uma textura de carne moída seja possível há algum tempo, cortes inteiros que tem a sensação na boca e a aparência de um bife ou costeleta de cordeiro são a grande inovação tecnológica. 

A Redefine Meat é cautelosa quanto à proteína que usa (os investidores dizem que é soja; mas também usa proteína de ervilha, juntamente com ingredientes que uma avó reconheceria: beterraba, grão de bico e gordura de coco), mas fica encantada com o método: a “carne” é Impressa em 3D, e o mimetismo é extraordinário. 

Bem-vindos ao admirável mundo novo.

Na foto: carne criada em impressoras 3D. Tem mau aspecto mas tem bom sabor

Fonte COGITO

07
Fev22

O 6G APOSTA NA FUSÃO SER HUMANO-INTERNET

BE - ESJP

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Estamos agora a instalar o novíssimo 5G, que vai desenvolver a internet das coisas, e já há quem trabalhe o 6G, que deverá chegar ao mercado em 2030. Este é o estudo da Nokia (Technology Vision 2030). 

A Nokia acredita que, em 2030, “dois dos drivers mais impactantes que dominarão o tráfego de rede serão: o humano aumentado e a fusão físico-digital”. O que na verdade são duas faces da mesma moeda.

Dizem os nokianos: “a internet será usada de forma drasticamente diferente no futuro. O humano aumentado incide sobre experiências altamente imersivas e interfaces homem-computador aprimoradas, permitindo que os humanos se tornem parte da Internet, não apenas utilizadores”. Uau.  “Isto quer dizer que vai haver cada vez mais dispositivos movidos por AR/XR, aumentando o potencial do corpo humano com interfaces biodigitais, exoesqueletos e muitas outras inovações semelhantes. (…) O humano aumentado exercerá uma pressão considerável nas redes devido à sua imersão e uma gama extremamente ampla de aplicações industriais e de entretenimento informativo”.

“A fusão digital-física significa que até 2030 todas as coisas físicas com potencial para se conectarem digitalmente, estarão ligadas à Internet ou Intranets. Isso trará enormes mudanças nas exigências colocadas nas redes e na indústria como um todo. 

A rede irá evoluir em três grandes blocos:

  1. Redes especializadas de muito alto desempenho, onde as aplicações industriais mais rigorosas são apoiadas por redes privadas especializadas, cuidadosamente projetadas para latência extremamente baixa e alta confiabilidade.
  2. Rede de redes: consiste em muitas camadas dentro e entre redes, incluindo macro, pequenas células ultradensas e redes não terrestres compatíveis com 3GPP, trabalhando de forma coesa para fornecer um novo nível de omnipresença, desempenho e confiabilidade.
  3. Network-as-a-Service: as redes serão consumidas dinamicamente, semelhante aos atuais serviços da nuvem; a coordenação entre a nuvem e a rede será crucial.

Crédito da ilustração: Nokia Lab.

Artigo pode ser lido na Cogito

 

29
Nov21

BACTÉRIAS DA ANTÁRTIDA | CIÊNCIA

BE - ESJP

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Bactérias da Antártida usam hidrogénio para produzir água

Estamos há pouco tempo a pensar usar o hidrogénio como fonte de energia, mas as bactérias da Antártica já o fazem há mil milhões de anos. O estudo de 451 tipos diferentes de bactérias de solos congelados na Antártica Oriental descobriu que a maioria delas vive usando o hidrogénio do ar como combustível. Por meio de análises genéticas, o estudo detectou também que essas bactérias divergem das suas primas de outros continentes há cerca de mil milhões de anos.

Apesar das condições adversas, os microrganismos prosperam. Centenas de espécies bacterianas e milhões de células podem ser encontradas num único grama de solo. Mais de um quarto das bactérias estudadas criam uma enzima chamada RuBisCO, que permite às plantas o uso da luz do sol para capturar dióxido de carbono do ar e convertê-lo em biomassa – a fotossíntese, que gera a maior parte do carbono orgânico da Terra. No entanto, descobriu-se que mais de 99 por cento das bactérias contendo RuBisCO foram incapazes de capturar a luz solar. Em vez disso, elas realizam um processo chamado quimiossíntese. Em vez de depender da luz solar para alimentar a conversão de dióxido de carbono em biomassa, usam compostos inorgânicos como os gases hidrogénio, metano e monóxido de carbono. 

Crédito da foto: Pixabay

Fonte: Cogito