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Biblioteca Escolar ESJP

06
Out21

HERGÉ | EXPOSIÇÃO NA GULBENKIAN

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A primeira exposição em Portugal ( de dia 1 de outubro de 2021 a 10 janeiro 2022) dedicada ao autor de Tintin apresenta tesouros do Museu Hergé e revela as diversas facetas do autor, da ilustração à banda desenhada, passando pela publicidade, imprensa ou desenho de moda e artes plásticas.
 
Fundação Calouste Gulbenkian
 
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22
Set21

OSCAR WILDE , O DANDI REBELDE

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Oscar Wilde foi talvez o mais importante dramaturgo da época vitoriana. Criador do movimento dândi, que defendia o belo e o culto da beleza como um antídoto para os horrores da época industrial, Wilde publicou a sua primeira obra em 1881, a que se seguiram duas peças de teatro. A partir de 1887 iniciou uma fase de produção literária intensa, em que escreveu diversos contos, peças de teatro, como A Importância de se Chamar Ernesto, e um romance. Em 1895, foi acusado de homossexualidade e violentamente atacado pela imprensa, tendo-se envolvido num processo que o levou à prisão. Morreu em Paris em 1900.

 

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21
Set21

ANNE FRANK - UM EXEMPLO DE TENACIDADE

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Anne Frank (1929-1945) foi uma jovem judia vítima do regime nazi. Morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha, deixando escrito um diário, que foi publicado por seu pai, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz (Polónia), intitulado "O Diário de Anne Frank".

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20
Set21

JOSÉ AUGUSTO FRANÇA - MAIS QUE UM HISTORIADOR DE ARTE

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Nasceu em Tomar em 1922 e morreu neste sábado (18.09.2021) em Jarzé, localidade francesa perto de Angers, mas foi em Lisboa e Paris que José-Augusto França passou a parte mais produtiva da sua vida. Referência como historiador de arte e nos estudos olissipográficos, deixou também obra na ficção e na crítica de cinema.

A família de José-Augusto França mudou-se de Tomar para Lisboa quando este tinha cinco meses. Começa a sua extensa colaboração na imprensa aos 18 anos, ao escrever crítica de cinema para O Diabo. Em 1945, na sequência da morte do pai, que tinha negócios em Angola, passa um ano em África, mas não se adaptou e regressou a Lisboa, onde publicou um dos primeiros romances críticos do colonialismo, Natureza Morta. É nesta fase que se integra no movimento artístico e intelectual, aquando da criação do Grupo Surrealista de Lisboa, onde se dá com Mário Cesariny, Alexandre O"Neill ou Vespeira, tendo inclusive feito uma incursão na pintura e exposto no primeiro Salão Surrealista, em 1949.

Foi editor do Grande Dicionário de Língua Portuguesa e entre 1951 e 1956 editou o conjunto de cinco publicações Unicórnio, Bicórnio, Tricórnio, Tetracórnio e Pentacórnio, que antologiava inéditos de autores contemporâneos como Almada Negreiros, António Sérgio, Jorge de Sena, Eduardo Lourenço, Vitorino Nemésio, entre outros.

Em 1959, ruma a França, que já tinha visitado em 1946, e onde conhece figuras da cultura como Roland Barthes ou André Breton. Discípulo de Pierre Francastel, é aí que se licencia em Ciências Históricas e Filosóficas, tendo mais tarde completado doutoramentos em História (sobre a reconstrução pombalina de Lisboa, 1962) e em Letras (sobre o romantismo português, 1969) na Sorbonne. Anos mais tarde, entre 1980 e 1986 é diretor do Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian.

Com o 25 de Abril regressa a Portugal, onde cria o curso de História de Arte na Universidade Nova de Lisboa, mas, casado com uma historiadora de arte francesa, acaba por dividir-se entre Portugal e França.

Entre os cerca de cem livros que publicou escolheu 16 em 2017 para serem reeditados pela Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM). Entre estes destacam-se Lisboa Pombalina e o Iluminismo, A Arte em Portugal no Século XIX, A Arte em Portugal no Século XX, História da Arte Ocidental, 1750-2000 e Lisboa, História Física e Moral. Mas também são uma referência as suas monografias sobre Almada Negreiros e Amadeo de Souza-Cardoso.

Para breve, segundo a Lusa, a INCM prevê a publicação de Estudos das Zonas ou Unidades Urbanas de Carácter Histórico-Artístico em Lisboa, levantamento efetuado por José-Augusto França sobre o património da cidade, em 1967, e que inclui a proposta de Salvaguarda do Património Artístico Arquitectónico e Histórico dos Bairros Tradicionais da Cidade de Lisboa, com plantas, desenhos, um levantamento fotográfico de 292 imagens, realizado em 1968, e o texto do historiador.

Entre outras distinções, José-Augusto França foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique (1991) e a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2006). "Numa época em que a arte portuguesa tem vindo a alcançar o reconhecimento internacional há muito devido, é justo lembrar o muito que devemos a quem incansavelmente produziu um discurso crítico e histórico sobre as artes em Portugal. E ninguém o faz com mais intensidade, sabedoria e distinção do que José-Augusto França", reagiu o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em nota de pesar.

Fonte DN.pt

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21
Jun21

ISABEL DE PORTUGAL | RAINHA DE ESPANHA E IMPERATRIZ DA ALEMANHA

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Filha de D. Manuel I e da sua segunda esposa, a rainha D. Maria, Isabel de Portugal nasceu em Lisboa, a 25 de outubro de 1503. Ficou conhecida como a imperatriz perfeitíssima, numa Europa recheada de convulsões políticas, religiosas e sociais, por ser mulher e colaboradora do poderoso Carlos V. A sua beleza ficou para sempre imortalizada numa obra de Ticiano.

 

As negociações do casamento entre D. Isabel e o imperador Carlos V começaram no outono de 1522, entre D. João III, seu irmão, e a corte espanhola. Acordaram-se dois casamentos: o de D. João III com Catarina, irmã de Carlos, e o de D. isabel com o imperador. O enlace do rei português deu-se primeiro, tendo o casamento de Isabel demorado mais uns tempos. A recém rainha de Portugal, D. Catarina, terá assim escrito ao irmão a falar-lhe das muitas virtudes e beleza de D. Isabel, sua cunhada. 

(...)

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18
Jun21

SARAMAGO | 1922-2010

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José Saramago: um memorial do filho pródigo de Azinhaga

José de Sousa Saramago. É este o nome que perpetua Azinhaga e o seu concelho, Golegã, no mapa português. As origens são modestas, origens que remontam às tradições agrícolas familiares. 16 de novembro de 1922 vê, então, o seu filho pródigo nascer, vendo-o partir dois anos depois para Lisboa, a capital do país. No entanto, por mais que o conhecimento concentrasse os seus desejos e as suas atenções, a sua família passava por privações económicas e o jovem Saramago, que desejava a universidade, viu-se formado numa escola técnica, trabalhando como serralheiro mecânico. No entanto, isso não inibiu a sua paixão livresca, com as noites a serem usufruídas na Biblioteca Municipal, no agora Palácio Galveias.

A tentação de iniciar a escrita conheceu a sua primeira publicação formal em 1947, com “Terra do Pecado”, uma obra que seria revalorizada nos anos 90. Este lançamento culminou com o nascimento da sua filha, Violante, fruto do casamento com a artista Ilda Reis. Este seria o primeiro matrimónio de dois, tendo, entre ambos, vivido com a autora Isabel da Nóbrega. De 1988 até à sua morte, viria a estar com Pilar del Rio, jornalista e tradutora espanhola, que conheceu dois anos antes, relação que é documentada em “José e Pilar” (2010), num documentário de Miguel Gonçalves Mendes; para além dos “Cadernos de Lanzarote” (1993-1998), com o seu quotidiano e suas reflexões e indagações sobre o mundo e demais obras literárias e filosóficas. O seu percurso profissional passou por ser funcionário público, embora o complementasse com algumas traduções que foi fazendo, de autores como Leon Tolstoi ou Charles Baudelaire.

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15
Jun21

GONÇALO CADILHE | AS VIAGENS E OS LIVROS

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goncalo-cadilhe-molucas.jpgGonçalo Cadilhe é o mais reconhecido escritor de viagens português da actualidade. Tem catorze livros de narrativa de viagem e três coffee-tables de fotografia. Os seus títulos somam dezenas de reedições. Várias das suas obras encontram-se incluídas na listagem do Plano Nacional de Leitura. Viagens, biografias históricas, surf e encontros de vida são os seus temas de eleição. 

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15
Jun21

OLGA TOKARCZUK

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Prémio Nobel da Literatura 2018

Olga Tokarczuk nasceu em Sulechów, uma pequena cidade polaca, em 1962. Formada em Psicologia, publicou o seu primeiro livro em 1989, uma coletânea de poesia intitulada Miasta w lustraché, seguindo-se os romances E. E. e Prawiek i inne czasy, tendo sido este último um sucesso.
A partir daí, a sua prosa afastou-se da narrativa mais convencional, aproximando-se da prosa breve e do ensaio. Uma das melhores e mais apreciadas autoras de hoje, a obra de Olga Tokarczuk tem sido alvo de várias distinções, nacionais e internacionais. Recebeu por duas vezes o mais importante prémio literário do seu país, o Prémio Nike; em 2018, foi finalista do Prémio Fémina Estrangeiro e vencedora do Prémio Internacional Man Booker. Os seus livros estão traduzidos em trinta línguas.
Em 2019, foi distinguida pela Academia Sueca com o Prémio Nobel de Literatura pela sua «imaginação narrativa, que com uma paixão enciclopédica representa o cruzamento de fronteiras como forma de vida».

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25
Mai21

LAWRENCE DURREL (1912-1990)

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Lawrence George Durrell nasceu em 27 de fevereiro de 1912, em Jullundur, no norte da Índia, perto do Tibete. Seu pai inglês, Lawrence Samuel Durrell, e sua mãe irlandesa-inglesa, Louisa Florence Dixie, também nasceram na Índia. Essa mistura de nacionalidades marcou a imaginação criativa de Durrell. Ele alegaria anos mais tarde que tinha "uma mentalidade tibetana".

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13
Mai21

FERNANDO PESSOA

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Fernando Pessoa é um dos mais importantes escritores portugueses do modernismo e poetas de língua portuguesa. Este ano comemora-se os 133 anos do seu nascimento.

Destacou-se na poesia, com a criação de seus heterônimos sendo considerado uma figura multifacetada. Trabalhou como crítico literário, crítico político, editor, jornalista, publicitário, empresário e astrólogo.

Nessa última tarefa, vale destacar que Fernando Pessoa explorou o campo da astrologia, sendo um exímio astrólogo e apreciador do ocultismo.

 

06
Mai21

JORGE DE SENA - BIOGRAFIA

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col-lite-6941.jpgJorge Cândido de Sena nasceu no dia de Finados de 1919, em Lisboa. Era filho de Maria da Luz Teles Grilo e de Augusto Raposo de Sena, comandante da ma­rinha mercante. A sua infância de «filho único e tardio» sem amigos, salvo primos e primas, com quem raramente brincava, muito protegido pela mãe e com um pai largamente ausente, foi extre­mamente solitária. Com as devidas distâncias entre a ficção e a biografia, o seu conto «Home­nagem ao papagaio verde», deixa entrever o ambiente dramático familiar, marcado, do ponto de vista da criança, por uma «solidão acorrentada».

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26
Abr21

LÍDIA JORGE

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Escritora portuguesa, natural de Boliqueime (Algarve). Estudou Filologia Românica na Universidade de Lisboa, dedicando-se, depois, ao ensino liceal. Como professora, trabalhou em Angola e Moçambique, radicando-se posteriormente em Lisboa, onde é professora universitária e colaboradora de vários jornais e revistas. Membro de diversos júris de prémios literários e da Alta Autoridade para a Comunicação Social, os seus romances têm uma grande variedade temática. Estão sobretudo ligados aos problemas colectivos do povo português e às circunstâncias históricas e mudanças da sociedade nacional após o 25 de Abril de 1974, assim como à condição feminina. Têm sido, por vezes, associados à literatura sul-americana, pela presença, neles de elementos fantásticos. A cultura de tradição oral, a linguagem dos grupos arcaicos, os seus mitos e simbologias sociais, servem também o objectivo de reflexão sobre a identidade cultural portuguesa. A sua escrita reflecte a captação da oralidade, bem como uma estrurura narrativa em que se afirma, a par do discurso do narrador, o discurso das personagens. A perspectiva da narrativa desdobra-se assim num experimentalismo que marca, sobretudo, as suas primeiras obras.

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16
Mar21

PABLO NERUDA

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Pablo Neruda (1904-1973) foi um poeta chileno, considerado um dos mais importantes escritores em língua castelhana. Recebeu o Premio Nobel de Literatura em 1971.

Pablo Neruda, pseudônimo de Ricardo Eliécer Neftali Reyes, nasceu na cidade de Parral, no Chile, no dia 12 de julho de 1904. Filho de um ferroviário e de uma professora ficou órfão de mãe logo ao nascer. Passou a infância em Temuco, no sul do país. Com sete anos ingressa no Liceu, e ainda na época escolar publica seus primeiros poemas no periódico A Manhã.

Pablo Neruda (1904-1973) foi um poeta chileno, considerado um dos mais importantes escritores em língua castelhana. Recebeu o Premio Nobel de Literatura em 1971.

Pablo Neruda, pseudônimo de Ricardo Eliécer Neftali Reyes, nasceu na cidade de Parral, no Chile, no dia 12 de julho de 1904. Filho de um ferroviário e de uma professora ficou órfão de mãe logo ao nascer. Passou a infância em Temuco, no sul do país. Com sete anos ingressa no Liceu, e ainda na época escolar publica seus primeiros poemas no periódico A Manhã.

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15
Mar21

JOSÉ SARAMAGO

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José de Sousa Saramago - (Azinhaga, Golegã, 16 de novembro de 1922 — Tías, Lanzarote, 18 de junho de 2010) foi um escritor português. Galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou, em 1995, o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa. A 24 de Agosto de 1985 foi agraciado com o grau de Comendador da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico e a 3 de Dezembro de 1998 foi elevado a Grande-Colar da mesma Ordem, uma honra geralmente reservada apenas a Chefes de Estado.

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11
Mar21

ELVIRA FORTUNATO - PRÉMIO PESSOA 2020

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Diz que não trabalha para prémios, mas já perdeu a conta aos que recebeu. Em 2020 a Comissão Europeia que distinguiu-a com o Impacto Horizonte 2020 pela criação do primeiro ecrã transparente com materiais ecossustentáveis. Elvira Fortunato, a mãe do "chip de papel", é um nome incontornável da ciência portuguesa.

Já lhe chamaram de Cristiano Ronaldo da Ciência e a comparação não incomoda. "Fico contente", diz. É sinal de que consegue, através do seu trabalho, "projetar um bocadinho" do que se faz aqui lá fora. Elvira Fortunato tem 57 anos e é uma referência da ciência em Portugal. Quando olha para o futuro diz que ele "é verde", mas ressalva que se queremos jogar na Liga dos Campeões há que agarrar oportunidades — até porque "os eletrões portugueses não são diferentes dos eletrões japoneses ou americanos"

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16
Dez20

Samuel Becckett

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Romancista e dramaturgo irlandês, Samuel Barclay Beckett nasceu a 13 de abril de 1906 na cidade de Dublin. Oriundo de uma família protestante abastada, estudou na Portora Royal School antes de ingressar no Trinity College da sua terra natal. Após ter conseguido o bacharelato em Estudos Franceses e Italianos, no ano de 1927, Beckett começou a trabalhar como professor em Belfast.
Mudando-se para Paris, passou a frequentar a pequena comunidade literária de expressão britânica que se reunia na famosa livraria Shakespeare and Company de Sylvia Beach, onde conheceu James Joyce. Auxiliou o compatriota na preparação do manuscrito de Finnegan's Wake (1939) e lecionou Inglês na École Normale Superieure.
Em 1930 Beckett estreou-se como poeta, ao publicar Whoroscope, um monólogo dramático que fazia protagonizar pelo filósofo francês René Descartes, que empreendia uma meditação sobre os mistérios de Deus, da vida e da morte, enquanto esperava pelo seu pequeno-almoço, uma substancial omoleta.
No ano seguinte reuniu uma coletânea de ensaios com o título Proust (1931) e, de regresso a Dublin, licenciou-se pelo Trinity College, o que valeu uma posição como docente de Francês nessa mesma instituição. A morte do pai trouxe-lhe uma herança considerável, recebida em anuidades, facto preponderante na decisão de abandonar a carreira académica em 1932, com o firme propósito de se dedicar inteiramente à escrita.
Julgando Londres um meio mais propício a oportunidades, mudou-se para esta cidade em 1933. Imiscuindo-se na boémia londrina, publicou, no ano seguinte, o seu primeiro romance, More Pricks Than Kicks (1934). Seguiu-se um período difícil na sua vida, marcado por visitas regulares a um psicanalista, entre os anos de 1935 e 1936. Em 1938 foi apunhalado por um proxeneta e hospitalizado. Nesse mesmo ano de 1938 publicou Murphy, obra em que Beckett analisava o mundo da prostituição.
Com a deflagração da Segunda Guerra MundialSamuel Beckett partiu da Irlanda para a França, para se juntar às fileiras da Resistência mas, procurado pelos Nacional-Socialistas, foi obrigado a fugir para o Sul do país, escondendo-se no Roussillon durante dois anos na companhia de uma estudante de piano, Suzanne Dechevaux-Dumesnil, com quem viria eventualmente a casar em 1961.
Trabalhando como lavrador, Beckett continuou a escrever, elaborando o manuscrito do seu segundo romance, que veio a ser publicado em 1953 com o título Watt.
Finda a guerra, Beckett esteve ao serviço da Cruz Vermelha em Paris. Passou a escrever em francês, publicando uma trilogia narrativa composta por Molloy (1951), Malone Meurt (1951) e L'Innommable (1953), e as suas peças de teatro mais famosas, En Attendant Godot (1952), Fin De Partie (1957) e Oh Les Beaux Jours (1961). Estas obras consagraram Beckett como um dos nomes mais proeminentes do teatro do absurdo, lidando com temas complexos e existencialistas como a desilusão, o sofrimento e o absurdo da condição humana. Em Beckett, a ironia amarga resulta de um violento contraste entre a esperança que o homem coloca na sua existência e o que realmente obtém dela.
O ano de 1959 marca o regresso do autor à língua materna, publicando Krapp's Last Tape, peça de teatro em que um velho se senta só num quarto a ouvir gravações do seu passado.
Beckett foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1969, e conta-se que terá utilizado a soma recebida pela Real Academia Sueca em auxílio de artistas necessitados.
Faleceu a 22 de dezembro de 1989 após ter sido hospitalizado por problemas respiratórios.

 

17
Nov20

Pepetela

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Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudónimo de Pepetela (Benguela, 29 de outubro de 1941), é um escritor angolano.

A sua obra reflete sobre a história contemporânea de Angola, e os problemas que a sociedade angolana enfrenta. Durante a longa guerra, Pepetela, angolano de ascendência portuguesa, lutou juntamente com o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) para a libertação da sua terra natal. O seu romance, Mayombe, retrata as vidas e os pensamentos de um grupo de guerrilheiros durante aquela guerra. Yaka segue a vida de uma família colonial na cidade de Benguela ao longo de um século, e A Geração da Utopia mostra a desilusão existente em Angola depois da independência. A história angolana antes do colonialismo também faz parte das obras de Pepetela, e pode ser lida em A Gloriosa Família e Lueji. A sua obra nos anos 2000 critica a situação angolana, textos que contam com um estilo satírico incluem a série de romances policiais denominada Jaime Bunda. As suas obras recentes também incluem Predadores, uma crítica áspera das classes dominantes de Angola, O Quase Fim do Mundo, uma alegoria pós-apocalíptica, e O Planalto e a Estepe, que examina as ligações entre Angola e outros países ex-comunistas. Licenciado em Sociologia, Pepetela é docente da Faculdade de Arquitectura da Universidade Agostinho Neto em Luanda.