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Biblioteca Escolar ESJP

21
Jun21

PÊRO DA COVILHÃ | FANTÁSTICA HISTÓRIA DO MAIOR ESPIÃO PORTUGUÊS

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Chamava-se Pêro da Covilhã e partiu de Portugal continental a pé, percorrendo os principais portos até chegar à Índia. A sua missão consistia em recolher informações para que, anos mais tarde, Vasco da Gama concretizasse a via marítima da Rota das Especiarias. Pensa-se que Pêro da Covilhã terá nascido em 1450 na terra que lhe deu o nome, e que aos 18 anos foi convidado a servir D. Juan de Guzmán, irmão do Duque de Medina-Sidonia (um dos mais conceituados fidalgos de Sevilha).

 

Ali lhe foi atribuído o papel de espadachim, sendo que a sua desenvoltura levou a que o convidassem a participar nas embarcações do Duque, algo que ele recusou. Em 1474, acompanhou D. Juan a Lisboa para uma entrevista com D. Afonso V.

O seu domínio de línguas como o árabe levou a que, aos 24 anos, fosse admitido como moço de esporas de D. Afonso V, que rapidamente o elevou a escudeiro, com direito a armas e cavalo. Em 1467, acompanha D. Afonso V na batalha de Toro, e mais tarde na jornada por França, no pedido de auxílio ao Rei Luís XI de França na luta pelo trono de Castela. 

(...)

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18
Jun21

FUTEBOL E EDUCAÇÃO

BE - ESJP

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O PAPEL DOS PAIS NA VIDA DESPORTIVA DOS FILHOS E A SUA TRANSMIÇÃO DE VALORES

Nos tempos que correm a participação dos pais nas atividades dos filhos é frequente e de salutar. Esta participação é feita a todos os níveis quer seja escolar, social, desportiva ou lúdica. Para isso devem tanto os pais como os filhos sentirem-se agradados com a presença de ambos e não serem motivos de «stress».

A verdade é que os pais não estão, na maior parte das vezes, preparados para serem pais de atletas. A vida altera-se quando o filho entra no desporto e muita da rotina familiar é feita em função dos horários desportivos do filho. Acrescentar a isto que os fins de semana também são condicionados pela participação do filho na competição. Daí inúmeras vezes os pais indignarem-se pela pouca ou nenhuma utilização do filho no jogo. O stress a que se sujeitam e para o qual não estavam minimamente educados para tal.

Temos de uma vez por todas envolver os pais na realidade dos clubes fazendo-os perceber a dinâmica do clube para que possam de uma forma mais assertiva colaborar na prática desportiva. 

Existirá sempre nesta prática o perigo de um envolvimento abusivo que pode resultar em conflitos e destabilização quer do filho, quer da equipa. Mas hoje essa participação já existe e sem regras. Os pais assumiram a «gestão» da formação dos clubes porque estes faliram e desinteressaram-se da mesma. É consensual que o entendimento e a comunicação entre pais e jovens atletas é uma experiência positiva importante para a criança.

Do desporto das redes sociais e dos paineileiros da televisão para os campos não existe filtragem.

Daí, também, serem normalmente os pais que vivem os jogos como se fossem eles que estivessem a jogar os que tendencialmente insultam os árbitros, sejam eles árbitros adultos ou, mais absurdo ainda, jovens que estão a iniciar a atividade. Em casa repreendem os filhos quando dizem asneiras e não permitem que se insultem pessoas, mas quando estão no jogo os princípios de educação enunciados em casa desaparecem.

A pergunta da criança é, “mas afinal dizem-se ou não se dizem asneiras?! Insultam-se ou não se insultam pessoas?” Nada é mais educativo que os exemplos, e não é com maus exemplos que melhor educam. Se acreditamos que o desporto para os mais jovens é um processo educativo e formativo, todos devemos contribuir para essa finalidade, a começar pelos pais.

É necessário aprender a conviver com esta realidade: todos somos potenciais desestabilizadores, mas, com valores humanos e uma educação adequada e atempada, podemos enfrentar a situação com êxito e fazer com que esta sucessão de problemas tenha um impacto mínimo.

Desta forma, os pais, tanto na vida como no desporto, ou na vida através do desporto, devem ter consciência de que o seu agir é observado com muita atenção por parte das crianças, que veem os pais como o primeiro e principal modelo a imitar e a seguir.

A criança cresce e desenvolve-se à imagem do contexto em que está inserida e de acordo com os valores que a regem. Neste sentido, os modelos que observam a partir de casa penetram mais fundo no seu comportamento, do que qualquer exercício de retórica que estes possam tentar sublinhar.

“Faz o que eu digo, não faças o que eu faço” é um ditado popular que não serve de modelo de transmissão de valores para os filhos, pois o exemplo é o que se apreende e marca.

No processo de transmissão e construção de um quadro de valores desportivos, mas acima de tudo sociais, os pais, enquanto primeiros e principais responsáveis pela educação dos seus filhos, revelam-se autênticos guias, que através do seu estímulo, mas também do seu exemplo, permitem e exponenciam a capacidade dos seus filhos assimilarem e compreenderem os valores inerentes à sua prática desportiva. Da mesma forma que um comportamento antagónico, socialmente inadequado, reforça nos seus filhos a assunção destes como atitudes normais e, portanto reproduzíveis dentro do fenómeno desportivo.

As crianças apreendem com maior frequência aquilo que vivenciam do que aquilo que lhes é dito. Se forem constantemente confrontadas com maus exemplos, vão acabar por tomá-los como bons, pois é a realidade em que se encontram.

Os pais devem transmitir aos filhos que estes têm de dar o melhor de si mesmos para superar os obstáculos e não esperar que o adversário fraqueje ou que ocorra uma influência externa. O objetivo pode ser vencer, mas todos temos de ser melhores, de evoluir diariamente.

A criança/jovem tem direito, tem mesmo a necessidade, de sonhar. O crescimento implica várias fases. O sonho está, e deve estar, sempre presente no seu desenvolvimento. O sonho começa a traçar um caminho, estimula a criatividade e abre novos horizontes.

Uma meta que possa não ser alcançada não é definitivamente um fracasso. Nem sempre somos os melhores. O campeão não é o que não cai, mas sim o que se levanta a seguir à queda.

Vítor Santos

Embaixador do Plano Nacional de Ética Desportiva

21
Mai21

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

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Apenas uma década atrás, o termo inteligência artificial (IA) pertencia mais ao universo da ficção científica e parecia no máximo uma ousadia para o futuro distante. Muitas situações mudaram de lá para cá e, atualmente, crescem as aplicações e pesquisas neste campo. Todo mundo já ouviu falar de inteligência artificial, mas você sabe do que se trata essa tecnologia e do que ela é capaz?

 

21
Mai21

A CENTRALIDADE DA CULTURA: MÚLTIPLOS OLHARES E TESSITURAS

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O Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, celebrado a 21 de maio, foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), através da Resolução 57/249, de 20 de fevereiro de 2003, na sequência da aprovação da Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural que ocorreu em 2001.

A Declaração da UNESCO anuncia, pela primeira vez, a Diversidade Cultural como “herança comum da humanidade”, assumindo que “a diversidade cultural é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade para a natureza”. Por seu lado, a ONU, proclama uma data para celebração da cultura, nas suas diferentes manifestações, e o modo como ela pode contribuir para o diálogo, a compreensão mútua e o desenvolvimento sustentável.

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06
Mai21

LITERACIA EMOCIONAL - AS 5 COMPONENTES

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Que fatores explicam que pessoas com um Quociente de Inteligência elevado fracassem na vida pessoal e no trabalho e outras com um QI modesto triunfem e se realizem? Na vida diária que inteligências são mais importantes? Podem ser aprendidas, estando ao alcance de todos?

“A inteligência interpessoal é a capacidade de compreender as outras pessoas; o que as motiva, como é que funcionam, como trabalhar cooperativamente com elas. Os vendedores, políticos, professores, clínicos e líderes religiosos bem-sucedidos terão tendência para ser pessoas possuidoras de um elevado nível de inteligência interpessoal. (…) a inteligência intrapessoal – conhecimento dos aspetos internos da pessoa: acesso à própria vida dos sentimentos; ao próprio leque de emoções, capacidade de discriminar essas emoções e, eventualmente, de as rotular e utilizar como meio de compreender e orientar o próprio comportamento” 1.

Jornalista científico na área do comportamento humano, Goleman desenvolve e torna acessível o modelo de inteligência emocional criado pelos investigadores Peter Salovey e John Mayer, pioneiros em inteligência emocional, a partir das inteligências pessoais de Gardner. O artigo em linha, What Makes a Leader? (1998) e o best seller internacional, Emotional Intelligence (1995) são fontes importantes desta redefinição em cinco componentes.

1. Conhecer as próprias emoções

Conhece-te a ti mesmo é o conselho que o oráculo de Delfos dá a Sócrates há mais de 2400 anos e que implica identificar e compreender as próprias forças e fraquezas, necessidades e motivações e de como estas podem afeta-lo, a si e aos outros, na vida pessoal e profissional.

Traduz-se na autoconsciência e permite reconhecer um sentimento quando ele ocorre (a partir de pistas vocais e faciais, linguagem verbal e comportamento), expressa-lo e avaliar a sua intensidade.

Esta componente é importante porque as emoções ocorrem rapidamente - acontecem-nos! - e resultam num juízo imediato e primário, feito por associação livre e, ao termos consciência delas, podemos, em certa medida, controlar o seu curso e expressão em nosso favor, acrescentando-lhes inteligência, razão.

Há agressores que interpretam hostilidade em expressões faciais neutras porque não sabem identificá-las e jovens que não sabem distinguir ansiedade e fome (distúrbios alimentares).

2. Gerir emoções

Desenvolver uma conversa interior (ou em voz alta), no sentido de se tranquilizar, afastando ou redirecionando a tristeza, ansiedade e irritabilidade, de forma a não ficar prisioneiro dos próprios sentimentos e impulsos, perdendo o controlo de si próprio e domínio dos acontecimentos.

Estados de espírito agradáveis aumentam a capacidade de pensar de forma complexa e encontrar soluções interpessoais. Questionar e interromper fluxos de pensamento pessimista pode ser aprendido.

Suspender o juízo, pesquisar mais informação, escutar os outros e pensar antes de agir conduz à auto-regulação emocional que está na base da confiança, integridade, capacidade de lidar com a mudança, características pessoais e organizacionais fundamentais.

“Não há sentimentos que não se devam ter”, há é reações corretas e outras não: “Qualquer um pode zangar-se – isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na justa medida, no momento certo, pela razão certa e de certa aneira – isso não é fácil”, diz Aristóteles em Ética a Nicómaco 3.

Quando se torna difícil o controlo emocional, esfriar (por exemplo, dar uma volta, ir fazer bricolage), distrair-se (ler um livro, ouvir música, jogar, fazer exercício físico), conviver (ir ao cinema com família ou amigos), satisfazer prazeres sensuais (comer o prato favorito, tomar um banho quente) ajudam a modificar o estado de espírito e podem ser mais eficazes do que chorar (tende a aumentar a ruminação e estado de mal-estar) e explodir (aumenta o estado de entropia do cérebro, levando por vezes as pessoas a sentirem-se mais zangadas) – a catarse, libertação de sentimentos socialmente prejudiciais, como medo ou fúria, valorizada por Aristóteles, tem benefícios quando orientada para atividades socialmente valorizadas, como artes ou desporto.

Alguém emocionalmente perturbado tem dificuldade no desempenho porque as emoções afetam a concentração e memória de trabalho, responsável pela informação dirigida à tarefa.

3. Motivar-se

Prosseguir objetivos com energia e persistência, controlando a impulsividade e adiando a recompensa, trabalhando por razões além de dinheiro e estatuto (fatores externos), para alcançar a realização, pessoal e do grupo, é próprio de pessoas apaixonadas por aprender e trabalhar, persistentes e que procuram desafios criativos e superação. Estas controlam e mobilizam as emoções, colocando-as ao serviço da tarefa e, nestes momentos, desenvolvem total concentração, ficando alheadas da realidade, perdendo a consciência de si (autoesquecimento). Estes momentos, estudados e descritos pelo psicólogo croata Mihaly Csikszentmihalyi, como estado de fluxo, correspondem ao limite positivo da aplicação da inteligência emocional.

Geralmente as pessoas que se motivam facilmente possuem elevado nível de esperança, não se deixam dominar por uma atitude derrotista ou ansiosa e encontram formas flexíveis de alcançar o objetivo. A esperança e otimismo são atitudes emocionalmente inteligentes que podem ser aprendidas e um certo grau de preocupação e ansiedade fazem parte da motivação e são benéficos para o desempenho.

4. Reconhecer as emoções dos outros

empatia traduz-se na capacidade de identificar e compreender as emoções dos outros, adaptando o próprio comportamento às reações deles. Uma pessoa empática não é a que tenta agradar a todos, mas a que, nas suas decisões, tem em conta os sentimentos e pontos de vista de todos os elementos da equipa, mantendo-a coesa. Inclusive, se for o caso de criticar/ elogiar, faz com que a crítica seja específica, propõe uma solução, fá-lo em presença e em privado e é sensível às reações da outra pessoa.

É fundamental para:

- Cooperação e trabalho em equipa;

- Altruísmo, compaixão e solidariedade;

- Lidar com as diferenças e preconceitos na vida diária das sociedades interculturais, geradas pela mobilidade e globalização.  

5. Gerir relacionamentos

Tal como a empatia, a competência social é uma habilidade para se relacionar com os outros, movendo-os na direção pretendida, sob o pressuposto de que sozinho não se chega longe. É particularmente importante nos líderes, mas também nas relações pessoais, fazendo amigos.

Falar e fazer perguntas aos colegas durante a brincadeira, escutar e observa-los para ver como se comportam, dar-lhes um elogio quando tiveram bom desempenho e palavras de encorajamento quando vão realizar uma prova difícil, sorrir e oferecer ajuda, podem ser formas de estreitar amizades.

 

Estas cinco competências são fundamentais porque:

- Preparam para as vicissitudes da vida diária e relacionamentos;

- Afetam o bem-estar, desempenho e, inclusive, posições éticas;

- Níveis académicos elevados e progresso tecnológico, não tem resultado em melhores níveis de equilíbrio emocional, satisfação e solidariedade social. As perturbações mentais aumentam com a idade, mas os jovens, a partir dos 14 anos, são quem regista maior acréscimo de perturbação 4.

Estas competências podem ser aprendidas em contexto escolar e Goleman influencia a criação de programas educativos para bem-estar ou autoregulação emocional e sucesso académico, como PATHS (Parents and Teachers Helping Students) 5.

Ler o artigo completo AQUI no blogue da RBE.

11
Mar21

ELVIRA FORTUNATO - PRÉMIO PESSOA 2020

BE - ESJP

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Diz que não trabalha para prémios, mas já perdeu a conta aos que recebeu. Em 2020 a Comissão Europeia que distinguiu-a com o Impacto Horizonte 2020 pela criação do primeiro ecrã transparente com materiais ecossustentáveis. Elvira Fortunato, a mãe do "chip de papel", é um nome incontornável da ciência portuguesa.

Já lhe chamaram de Cristiano Ronaldo da Ciência e a comparação não incomoda. "Fico contente", diz. É sinal de que consegue, através do seu trabalho, "projetar um bocadinho" do que se faz aqui lá fora. Elvira Fortunato tem 57 anos e é uma referência da ciência em Portugal. Quando olha para o futuro diz que ele "é verde", mas ressalva que se queremos jogar na Liga dos Campeões há que agarrar oportunidades — até porque "os eletrões portugueses não são diferentes dos eletrões japoneses ou americanos"

Continuar a ler AQUI e a entrevista AQUI

 

 

19
Fev21

LEITOR, UMA ESPÉCIE EM VIAS DE EXTINÇÃO

BE - ESJP

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Nos países ocidentais, porque as crianças de 2 anos passam em média 3 horas em frente a ecrãs, as que têm idades entre os 8 e os 12 anos perto de 5 horas e os jovens entre os 13 e os 18 quase 7 horas por dia, as gerações que estamos a educar – constituídas pelos chamados «nativos digitais» – vão ser as primeiras nas décadas recentes a ter valores de QI inferiores ao dos pais

18
Fev21

5 Dicas Para Ler Mais - Ler Faz Bem

BE - ESJP

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Mesmo que haja muita vontade para começar a ler aqueles livros que já começam a formar pilha na mesinha de cabeceira, ou por falta de tempo, ou por cansaço, ou por uma série de outras razões, muita gente deixa a leitura para segundo plano.

Mas não tenha dúvidas: Ler Faz Bem, como faz questão de afirmar no projeto lançado, este mês pela VISÃO. Ler desperta a inteligência, combate o envelhecimento do cérebro, reduz o stresse e pode mesmo ser um grande aliado no combate a algumas doenças. Muitas personalidades de sucesso fazem da leitura um hábito diário. Bill Gates, fundador da Microsoft, reserva uma hora para ler, antes de dormir. O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, tenta terminar um livro a cada duas semanas. A escritora Agatha Christie lia 200 livros num ano e o 26º Presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, num dia e noite tranquilos, conseguia ler mais do que um livro.

Se gostava muito de começar a ler mais, mesmo não tendo nenhuma destas ambições, tenha atenção a estas cinco dicas simples.

1 . Leia enquanto ouve ruído branco

Para quem tem problemas de concentração, até o mínimo barulho dos ponteiros do relógio pode ser um problema para a leitura. Uma boa maneira de – ou pelo menos tentar – ignorar estas pequenas distrações é ler enquanto ouve ruído branco com os seus headphones.

E o que é isto de ruído branco? Cientificamente falando, o ruído branco é produzido pela combinação simultânea de frequências eletromagnéticas e de sons. Este tipo de barulho, quando ouvido num volume baixo, tem o poder de acalmar e ajudar na concentração. No YouTube pode encontrar vídeos com horas e horas deste tipo de ruído, como este, ou este.

Curiosamente, este foi um dos grandes truques para que Emerson Spartz, CEO do Spartz Inc, em criança, conseguisse completar o objetivo imposto pelos seus pais de ler quatro pequenas biografias por dia. Emerson diz que este tipo de som o ajuda na concentração e que aumenta a sua velocidade de leitura em 30%.

2. Estabeleça um objetivo

Ao impor a si mesmo uma meta de leitura, esta pequena motivação ou competição consigo pode ser um bom truque para fazer com que leia mais. Experimente, por exemplo, começar a ler um capítulo por dia, antes de dormir. Quando já estiver mais ou menos habituado a esta rotina, aumente o número de páginas por dia.

Para o pressionar e relembrar deste desafio que estabeleceu, pode ajudar ter uma alguns livros em cima da sua secretária, da sua mesa de cabeceira, ou, enfim, espalhados pela casa. Além disso, não terá desculpa para não ler mais, caso acabe um livro.

3. Experimente ler livros em formato digital ou ouvi-los

A geração milennials, tão ligada aos aparelhos digitais, talvez fique interessada nestas duas formas de ler livros: ou através do computador, tablet ou smartphone, em formato digital, ou então ouvir a leitura do livro, por intermédio de um audiolivro.

Se optar pela primeira alternativa, tente que todos os seus aparelhos digitais estejam sincronizados através de uma aplicação. Assim, tanto pode ler o livro quando está no computador, como quando está numa fila de espera, através do smartphone. Desta forma, consegue aproveitar todos os momentos livres do dia para ler e, no final, vai ver que será mais fácil completar o seu objetivo.

O audiolivro pode ser uma excelente opção para quem viaja muito mas, por estar a conduzir ou por enjoar, não consegue ler, ou para quem, simplesmente, não tem tempo para parar e ler. É verdade que esta é uma forma mais demorada – segundo o site Quora, por minuto, uma pessoa consegue ler cerca de 373 palavras, enquanto um audiolivro apresenta apenas 150 –, no entanto, quem a utiliza beneficia pelo facto de conseguir fazer várias tarefas ao mesmo tempo.

4. Carregue o livro para todo o lado

Se, no entanto, é um acérrimo adepto do livro em papel, um truque para lhe lembrar que deve ler é andar com o seu livro para onde quer que vá. Quando está nos transportes públicos, por exemplo, e tem de se entreter durante algum tempo, possivelmente tende a recorrer muito ao telemóvel. Mas e se tivesse um livro consigo?

Esta é uma boa forma de tirar partido de uma viagem, em que estaria uns bons 10 ou 15 minutos a, simplesmente, procrastinar.

5. Alterne os géneros

Em primeiro lugar, para se motivar a si mesmo deve ler aquilo que gosta, porque se o livro lhe interessar é mais provável que lhe dedique mais tempo. Por isso, pelo menos nos primeiros tempo, não se obrigue a ler determinado livro, se o assunto não lhe despertar curiosidade.

No entanto, talvez seja boa ideia ir alternando entre géneros, no sentido de evitar a monotonia e que fique desinteressado. Além disso, há quem defenda que devemos ler mais do que um livro ao mesmo tempo, podendo, neste caso, tomar ainda maior proveito dessa alternância entre géneros.