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Biblioteca Escolar ESJP

20
Jan22

O ESTRANGEIRO | CAMUS E O EXISTENCIALISMO

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O livro “O Estrangeiro”, Albert Camus nos fala sobre o significado da vida humana, que só pode ser entendida no momento da morte. Ou seja, apenas quando enfrenta a possibilidade da morte é que uma pessoa obtém uma percepção acurada da vida.

Nesse livro, Camus introduz a sua filosofia do absurdo expressa a teoria de que a humanidade vive em um mundo que lhe será sempre indiferente. Camus foi um dos maiores escritores de sua época. 

“O Estrangeiro” é merecidamente sua obra mais importante, na qual suas ideias filosóficas são trabalhadas de uma forma sutil e de forma mais envolvente do que seus ensaios. Não conseguimos desgrudar do livro.  O romance é um relato em primeira pessoa da vida de M. Mersault desde o momento da morte de sua mãe. Embora Mersault tenha participado do funeral de sua mãe, não faz questão de ver o corpo, muito embora ele tenha curiosidade em verificar os efeitos do calor e da umidade na sua decomposição. A morte dela não muda nada em sua vida. Em outras palavras, podemos dizer que a morte de sua mãe não tem nenhum significado para ele. Ele tem a consciência da falta de sentido de todos os esforços em face à morte: ele não tem a ambição de avançar em sua carreira profissional, ele é indiferente a estar com amigos. Aceita se casar com Marie, não por vontade dele. Ele simplesmente diz que não a ama, para ele não faz a menor diferença casar ou não. Era indiferente. Mantém um distanciamento irônico típico de um herói concebido do absurdo. Ele não participa da vida não se envolve com ela. Vive o presente, livre de qualquer sistema de valores. Ao invés Em vez de se comportar de acordo com as normas sociais, Mersault tenta viver uma vida honesta, fazendo o que ele quer fazer. Recusa-se a simular sentimentos que ele não possui, e, portanto, ele não se força a chorar no funeral de sua mãe ou a lamentar sua morte profundamente. Mersault é um personagem aparentemente não emocional que "não se preocupa com nada" e afirma mais de uma vez que "não importa de qualquer maneira".

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20
Jan22

O PROCESSO | FRANZ KAFKA

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«O Processo» é um romance de 1914, perturbador, sufocante, mas tragicamente verosímil: «Alguém devia ter caluniado Josef K., visto que uma manhã o prenderam, embora não tivesse feito qualquer mal. A cozinheira da sua senhoria, a senhora Grubach, que todos os dias, pelas 8 horas da manhã, lhe trazia o pequeno-almoço, desta vez não apareceu. Tal coisa jamais acontecera. K. ainda se deixou ficar um instante à espera. Entretanto, deitado, com a cabeça reclinada na almofada, observou a velha do prédio em frente que o contemplava com uma curiosidade fora do vulgar; depois, intrigado e cheio de fome, tocou a campainha. Nesse momento bateram à porta, e um homem, que K. jamais vira na casa da senhora Grubach, entrou no quarto»… O texto, deixado incompleto, conta a história de um bancário que é processado sem saber o motivo. Josef K é perseguido e condenado, desconhecendo as causas da acusação. Apenas sabe, estupefacto, que há um processo judicial contra ele, mas não pode consultá-lo. É obrigado, assim, a percorrer os labirintos da burocracia e da administração, a seguir ritos inconsequentes, a comparecer em tribunais absurdos, a submeter-se a ordens contraditórias e desconexas. Em dado passo, a realidade transforma-se em confusos pesadelos. Foi Max Brod, o editor amigo de Franz Kafka, quem revelou postumamente ao público, em 1925, «O Processo», pertencendo-lhe a escolha e a sistematização dos textos, reeditados com acrescentos em 1935 e 1946. Isto, apesar das orientações deixadas pelo autor no sentido de deverem ser queimados os inéditos. Explica Jorge Luís Borges: «Kafka não quis publicar muito em vida e pediu que destruíssem sua obra, o que me lembra o caso de Virgílio, que também encarregou seus amigos de destruírem a não concluída “Eneida”. A desobediência destes fez com que, felizmente para nós, a obra se conservasse. Eu acho que nem Virgílio nem Kafka queriam, na realidade, que os seus trabalhos fossem destruídos. Senão eles mesmos ter-se-iam encarregado do trabalho. Se eu atribuo a tarefa a um amigo, é um modo de dizer que não me responsabilizo». E Max Brod esclarece: «Em Junho de 1920, fiquei com o manuscrito de “O Processo” e pu-lo imediatamente em ordem. Não tinha título, mas Kafka em conversa intitulara-o sempre “O Processo”. A divisão em capítulos e os títulos são do próprio. A ordem é do meu critério. Contudo, como o meu amigo me havia lido uma grande parte do romance, pôde o meu sentimento apoiar-se, na colocação em ordem dos papéis, na lembrança da leitura. Franz Kafka considerava o romance inacabado. Antes do capítulo final deveria ainda descrever algumas fases do misterioso processo. Mas como este, segundo o autor, jamais devia atingir a suprema instância, o romance era, em certo sentido, inacabável, isto é, infinitamente prolongável».

Agostinho de Morais

20
Jan22

EXISTENCIALISMO

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O existencialismo sofreu influência da fenomenologia (fenômenos do mundo e da mente), cuja existência precede a essência, sendo dividido em duas vertentes:

  • existencialismo ateu: negam a existência de uma natureza humana.
  • existencialismo cristão: essência humana corresponde um atributo de Deus.

Para os filósofos existencialistas, a essência humana é construída durante sua vivência, a partir de sua experiência no mundo e de suas escolhas, uma vez que possui liberdade incondicional.

Em outras palavras, a corrente existencialista prega que o ser humano é um ser que possui toda a responsabilidade por meio de suas ações. Assim, ele cria ao longo sua vida um sentido para sua própria existência.

Para os existencialistas, a vida humana é baseada na angústia, no absurdo e na náusea causada pela vida não possuir um sentido para além da própria existência.

A partir da autonomia moral e existencial, fazemos escolhas na vida e traçamos caminhos e planos. Nesse caso, toda escolha implicará numa perda ou em várias, dentre muitas possibilidades que nos são postas.

Assim, para os existencialistas, a liberdade de escolha é o elemento gerador, no qual ninguém e nem nada pode ser responsável pelos encaminhamentos da vida. Os indivíduos são seres "para-si", livres e plenamente responsáveis.

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18
Jan22

QUEM TRAIU ANNE FRANK

BE - ESJP

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77 anos após a sua morte, livro revela que Anne Frank pode ter sido traída por um notário judeu.

Arnold van den Bergh pode ter revelado o esconderijo de Anne Frank em Amsterdão para salvar a sua própria família, segundo uma investigação que durou seis anos e que se refletiu na obra "The Betrayal of Anne Frank" ("A Traição de Anne Frank", em tradução livre) da autora canadiana Rosemary Sullivan, a ser publicado esta terça-feira.

As acusações contra Van den Bergh, que morreu em 1950, são baseadas em várias provas, incluindo uma carta anónima enviada ao pai de Anne, Otto Frank, após a Segunda Guerra Mundial, segundo trechos publicados pelos media neerlandeses nesta segunda-feira.

O Museu Anne Frank disse à AFP que a investigação, liderada pelo agente aposentado do FBI Vincent Pankoke, é uma "hipótese fascinante", mas são necessárias mais investigações.

As teorias sobre como os nazis chegaram ao esconderijo que a família Frank ocupou por dois anos, até serem descobertos em a de agosto de 1944, são abundantes, mas o nome de Van den Bergh não recebeu muita atenção.

Esta nova investigação foi feita a partir de técnicas modernas, incluindo o uso de inteligência artificial para analisar grandes quantidades de dados.

Assim, a lista de suspeitos foi reduzida a quatro pessoas, incluindo Van den Bergh, que foi membro fundador do Conselho Judaico, uma organização que os nazis impuseram aos judeus para organizar deportações.

Os investigadores descobriram que Van den Bergh conseguiu evitar a deportação, mas que essa ordem foi revogada perto do suposto momento de traição que permitiu aos nazis encontrar a família Frank.

Após o ataque, a família foi deportada e Anne e a sua irmã morreram no campo de Bergen-Belsen no ano seguinte. O seu pai publicou postumamente o seu diário, que já vendeu mais de 30 milhões de cópias.

 

17
Jan22

O CAMINHO PARA A LIBERDADE | JEAN-PAUL SARTRE

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Neste episódio é abordada a vida e a obra do mais famoso filósofo existencialista europeu, Jean-Paul Sartre (1905-1980). O homem que passou a vida a desafiar a lógica convencional amava os paradoxos. O documentário expõe estes paradoxos da sua vida e da sua obra, ao mesmo tempo em que ambos são questionados. A pergunta central que é colocada é: Se o ser humano é livre para fazer o que quiser, como justifica Sartre, então como devemos viver as nossas vidas no dia-a-dia?

Fonte AQUI
 
 

Jean-Paul Sartre, (1905-1980) foi um filósofo e escritor francês, um dos maiores representantes do pensamento existencialista em França. "O Ser e o Nada" foi o seu principal trabalho filosófico onde formulou seus pressupostos existencialistas.

Jean-Paul Charles Aymard Sartre, conhecido como Jean-Paul Sartre, nasceu em Paris, França, no dia 21 de junho de 1905. Filho de Jean Baptiste Marie Eymard Sartre, oficial da Marinha Francesa e de Anne-Marie Sartre, ficou órfão de pai com dois anos de idade.

Em 1907, Sartre mudou-se com sua mãe para a casa de seus avós maternos em Meudon. Em 1911, mudou-se para Paris e ingressou no Liceu Henri IV.

Em 1916, com o casamento de sua mãe, considerado por Sartre como traição, foi obrigado a se mudar para La Rochelle, quando ingressou no Liceu La Rochelle.

Formação

Em 1920 Sartre voltou para Paris. Em 1924 ingressou na Escola Normal Superior de Paris, onde conheceu sua futura companheira a escritora Simone de Beauvoir. Em 1929, conclui a graduação.

Em 1931, Sartre foi nomeado professor de filosofia em Havre. Nessa época, escreveu o romance, "A Lenda da Verdade", que não foi aceite pelos editores.

Em 1933, Sartre interrompeu a sua carreira após receber uma bolsa de estudos que lhe permitiu estudar na Alemanha no Instituto Francês de Berlim, quando entrou em contacto com a filosofia de Husserl e de Heidegger.

Em 1938, Sartre publicou o romance “A Náusea”, escrito na forma de diário, no qual descreve a repulsa sentida pelo protagonista ao tomar consciência do próprio corpo.

Em 1940, Sartre foi convocado pelo Exército francês para servir na Segunda Guerra Mundial. Feito prisioneiro dos alemães, foi solto em abril de 1941 quando retornou a França.

O Existencialismo de Sartre

Jean-Paul Sartre foi o expoente máximo do "existencialismo" – corrente filosófica que pregava a liberdade individual do ser humano. O existencialismo nasceu com o filósofo dinamarquês Soren Kieekegaard (1831-1855) que combatia a filosofia especulativa.

Em 1943, Sartre publicou “O Ser e o Nada” (1943), seu trabalho filosófico mais conhecido, quando formulou seus pressupostos filosóficos que determinou o pensamento e a posição essencial da geração de intelectuais do pós-guerra. Sartre vinculou a filosofia existencial ao marxismo e à psicanálise.

Para Sartre, “estamos condenados a ser livres” - essa é a sua sentença para a humanidade, uma vez que a “existência precede a essência”, ou seja, não nascemos com uma função pré-definida. Para ele, a consciência coloca o homem diante da possibilidade de escolher o que ele será, pois essa é a condição da liberdade humana. Escolhendo a sua ação, o homem escolhe-se a si mesmo, mas não escolhe a sua existência.

Essa mesma liberdade, que não pode negar-se a si mesma, gera o sentimento de que a escolha carece de importância e está na base da angústia. O texto evidencia sobretudo a questão da liberdade individual em conflito com a convivência social.

Para Sartre, a má-fé do homem seria mentir para si mesmo, tentando se convencer de que não é livre. O problema surge quando seus projetos pessoais entram em conflito com o projeto de vida dos outros.

Eles, os outros, tiram parte da sua autonomia, por isso, as escolhas devem ser pensadas, uma vez que vão definir a existência de cada um. Ao mesmo tempo, é pelo olhar do outro que nos reconhecemos a nós mesmos – daí a origem da célebre frase de Sartre: “O inferno são os outros”.

Em seu breve tratado “O Existencialismo é um Humanismo" (1946) o conceito de liberdade passou a ser apresentado não mais como valor em si, que prescinde de objetivo ou propósito, mas como instrumento dos esforços conscientes.

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir

Jean-Paul Sartre manteve um relacionamento aberto com sua amiga e também filósofa Simone de Beauvoir durante 50 anos. Nunca se casaram ou tiveram filhos.

Jean-Paul Sartre

Além da relação amorosa, eles tinham uma grande afinidade intelectual. Simone de Beauvoir colaborou com a obra filosófica de Sartre, era a revisora de seus livros e também se tornou uma das principais filósofas do movimento existencialista.

Atividades Políticas de Sartre

Comprometido durante toda a vida com a política, em 1945, Sartre abandonou o ensino para se dedicar a literatura. Em colaboração com Reymond Aron, Maurice Merleau-Ponty e Simone De Beauvoir, fundou o periódico político-literário “Les Temps Modernes”, uma das revistas de pensamento de esquerda, mais influentes do pós-guerra.

Em 1952, Jean-Paul Sartre filiou-se ao Partido Comunista. Em 1956, em protesto pela entrada de tanques soviéticos em Budapeste, Sartre abandonou o Partido Comunista.

Nesse mesmo ano, escreveu um longo artigo em seu periódico, intitulado “O Fantasma de Stalin”, que condenou tanto a intervenção soviética quanto a submissão do Partido Comunista Francês aos ditames de Moscovo.

Últimos Anos de Sartre

Em 1960, Sartre escreveu sua última obra filosófica “Crítica da Razão Dialética”. Essa obra apresenta o marxismo como uma filosofia totalizante, em permanente evolução interna, da qual o existencialismo constitui uma forma de expressão ideológica.

Em 1964, ano em que publicou a autobiografia “As Palavras”, Sartre recusou o Prêmio Nobel de Literatura, que lhe havia sido outorgado, pois, segundo ele, “Nenhum escritor pode ser transformado em instituição.”

Em maio de 1968 apoiou a rebelião estudantil que ajudou a derrubar o governo conservador francês. Em 1972, assumiu a direção do jornal esquerdista “Libértation”.

Além de tratados filosóficos, Sartre escreveu vários romances de sucesso, entre eles: O Muro (1939), dramas como As Moscas (1949), ensaios sobre arte e política, como Situações - obra em dez volumes, redigida entre 1947 e 1976, além de peças como Entre Quatro Paredes (1944) e O Diabo e o Bom Deus (1951). 

Jean-Paul Sartre, que ficou cego em seus últimos anos de vida, faleceu em Paris, França, no dia 15 de abril de 1980. Seus restos mortais foram sepultados no Cemitério de Montparnasse, onde posteriormente foi sepultada sua companheira Simone de Beauvoir.

 

17
Jan22

FENOMENOLOGIA | EDMUND HUSSERL

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A fenomenologia é um estudo que fundamenta o conhecimento nos fenômenos da consciência. Nessa perspectiva, todo conhecimento se dá a partir de como a consciência interpreta os fenómenos.

Esse método foi desenvolvido inicialmente por Edmund Husserl (1859-1938) e, desde então, tem muitos adeptos na Filosofia e em diversas áreas do conhecimento.

Para ele, o mundo só pode ser compreendido a partir da forma como se manifesta, ou seja, como aparece para a consciência humana. Não há um mundo em si e nem uma consciência em si. A consciência é responsável por dar sentido às coisas.

Na filosofia, um fenómeno designa, simplesmente, a forma como uma coisa aparece, ou se manifesta, para o sujeito. Ou seja, trata-se da aparência das coisas.

Sendo assim, todo o conhecimento que tenha como ponto de partida os fenómenos das coisas podem ser compreendidos como fenomenológicos.

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17
Jan22

MARTIN HEIDEGGER | PROJETO PARA VIVER

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O projeto do tratado Ser e Tempo, foi publicado em 1927 no mesmo ano que Minha Luta (Adolf Hitler). Este programa examina a vida e a filosofia de Martin Heidegger, descreve a sua ascensão a proeminência intelectual, expondo os motivos do seu envolvimento no partido Nazi. Entrevistas com o seu filho, Hermann Heidegger, George Steiner autor de uma influente critica da sua filosofia, contado também com o seu biógrafo Hugo Ott; e ex-aluno de Hans-Georg Gadamer, fornecem novas ideias enquanto se faz uma reconstrução dos momentos chaves da vida de Heidegger. Vida e história de um homem cujos apologistas e os antagonistas ainda amargamente se dividem.

Fonte AQUI

 

Martin Heidegger (1889-1976) foi um filósofo alemão da corrente existencialista, um dos maiores filósofos do século XX. Foi professor e escritor, exercendo grande influência em intelectuais como Jean-Paul Sartre.

Martin Heidegger nasceu em Messkirch, uma pequena cidade católica do Estado de Baden, na Alemanha, no dia 26 de setembro de 1889. Com o objetivo de ser padre cursou Teologia na Universidade de Friburgo, onde foi aluno de Edmund Husserl, teórico e filósofo criador da fenomenologia.

Em 1913, doutorou-se em Filosofia. Ao estudar os clássicos protestantes de Martinho Lutero a João Calvino, entre outros; enfrentou uma crise espiritual e rompeu com o catolicismo. Em 1917 se casa com a Luterana Elfrid Petri.

A partir da influência que adquiriu do professor Husserl, tornou-se seu herdeiro na liderança da fenomenologia – sistema filosófico que estuda o conjunto de fenômenos e estruturas da experiência consciente e como eles se manifestam através do tempo e do espaço.

A filosofia de Heidegger baseia-se na ideia de que o homem é um ser que busca aquilo que não é. Seu projeto de vida pode ser eliminado pelas pressões da vida e pelo quotidiano, o que leva o homem a isolar-se de si mesmo. Heidegger também trabalhou o conceito de angústia, a partir do qual o homem transcende as suas dificuldades ou deixa-se dominar por elas. Assim, o homem seria um projeto inacabado.

Em 1923 foi nomeado professor de Filosofia na Universidade de Marburgo. Com a publicação da obra-prima “Ser e Tempo” (1927), Heidegger foi promovido a professor titular em Marburgo e reconhecido como um dos mais importantes filósofos do mundo. Em 1928, após a reforma de Husserl, Heidegger foi nomeado para a cadeira de Filosofia em Friburgo.

Em janeiro de 1933, quando Hitler se tornou chanceler, Heidegger foi nomeado reitor da Universidade de Friburgo, apoiando o nacional-socialismo. Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, Heidegger teve sua reputação acadêmica abalada por ter apoiado o Nazismo, ficando proibido de lecionar. Em 1953 publicou “Introdução à Metafísica, onde elogiou o Nacional-Socialismo”.

Martin Heidegger escreveu obras importantes, entre elas, “Novas Indagações sobre Lógica” (1912), “O Problema da Realidade na Filosofia Moderna” (1912), “O Conceito de Tempo na Ciência da História” (1916), “O Que é Metafísica?” (1929), “Da Essência da Verdade” (1943), “Da Experiência de Pensar” (1954), “O Caminho da Linguagem” (1959) e "Fenomenologia e Teologia” (1970).

Martin Heidegger faleceu em Friburgo, Alemanha, no dia 26 de maio de 1976.

 

 

17
Jan22

FRIEDRICH NIETZSCHE | PARA ALÉM DO BEM E DO MAL

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A semente do pensamento disseminado por Nietzsche no século 19 prefigurava o piloto do século 20 sobre os conceitos do existencialismo e da psicanálise. Este programa conta com entrevistas de grandes estudiosos do pensamento do Nietzsche sendo eles: Ronald Hayman e Leslie Chamberlain (biógrafos de Nietzsche), Andrea Bollinger (arquivista), Reg Hollingdale (tradutor), Will Self (escritor) e Keith Ansell Pearson (filosofa) que sonda a vida e os escritos de Nietzsche. Além de mostrar também o papel da irmã de Nietzsche na edição das suas obras para o uso como propaganda nazi. Conta também com partes de prosas aforísticas extraídas de obras como a parábola de um louco e assim falou Zaratustra.

Fonte AQUI
 
 

Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo, escritor e crítico alemão que exerceu grande influência no Ocidente. Sua obra mais conhecida é “Assim Falava Zaratustra”. O pensador estendeu sua influência para além da filosofia, penetrando na literatura, poesia e todos os âmbitos das belas artes.

Infância e Formação

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Era filho, neto e bisneto de pastores protestantes. Com cinco anos de idade ele ficou órfão de pai, ficando aos cuidados da mãe, da avó e da irmã mais velha.

Durante a juventude pretendia seguir o exemplo do pai e dedicou-se à leitura da Bíblia. Com 10 anos entrou para o Ginásio de Naumburgo, e com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.

Friedrich Nietzsche formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia Clássica, na Universidade de Bonn. Em 1865, transferiu-se para a Universidade de Leipzig, indicado pelo mestre Wilhelm Ritschl.

Em 1867, Nietzsche foi convocado para o exército prussiano, quase morreu de uma queda de cavalo, e voltou para continuar seus estudos em Leipzig.

Em 1869, com 25 anos, foi contratado pela Universidade da Basileia como catedrático de Filologia Clássica. Nessa época, compôs obras musicais à maneira de Schumann, fez amizade com Wagner e conheceu a filosofia de Schopenhauer.

Em 1870, com a deflagração da Guerra Franco-Prussiana, pediu licença da universidade e retornou para o Exército. Nesse período, Nietzsche contraiu difteria e voltou para Basileia a fim de se restabelecer.

Primeiro Livro

Em 1871, Nietzsche publicou seu primeiro livro, “O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música”. A segunda edição foi pulicada em 1875, com um adendo sobre "Helenismo e Pessimismo". Na obra, Nietzsche sustenta que a tragédia grega teria surgido da fusão de dois componentes: o apolíneo, que representava a medida e a ordem, e o dionisíaco, símbolo da paixão vital e da intuição.

Em 1879, com a saúde abalada, com crises constantes de cefaleia, problemas de visão e dificuldade para falar, Nietzsche foi obrigado a se aposentar. 

Assim Falava Zaratustra (1883)

Em 1883, Nietzsche publicou “Assim Falava Zaratustra”, sua obra mais conhecida, de estilo bíblico e poético, entre o dos pré-socráticos e o dos profetas hebraicos, sob a máscara do lendário sábio persa.

Na obra, estão as ideias-chaves do pensamento de Nietzsche: a ideia de Super-Homem, a ideia de Transmutação de Valores, a ideia de Espírito Senhoril e a ideia de Eterno Retorno. Que derrotariam a moral cristã e o ascetismo servil.

Além do Bem e do Mal (1886)

Nietzsche fez da moral e da religião o alvo de seus combates, considerando sua guerra pessoal contra ambos sua maior vitória. Além do Bem e do Mal é o centro dessa guerra, o primeiro livro entre seus escritos negativos e negadores, conforme ele mesmo declara em seu “Ecce Homo” (1888), publicado postumamente.

De um modo geral, na obra “Além do Bem e do Mal”, Nietzsche desenvolve uma verdadeira crítica da filosofia, da religião e da moral, apontando as congruências existentes entre elas.

O Anticristo

Em 1888, Nietzsche iniciou a obra “O Anticristo”, que só foi publicada em 1895, na qual faz uma comparação com outras religiões, criticando com veemência a mudança de foco que o cristianismo opera, uma vez que o centro da vida passa a ser o além e não o mundo presente.

Últimos Anos

A fase criativa de Nietzsche foi interrompida em 03 de janeiro de 1889, quando sofreu um grave colapso nas ruas de Turim e perdeu definitivamente a razão. Ao ser internado na Basileia, foi diagnosticado com paralisia progressiva, provavelmente em consequência da sífilis.

Quando um exemplar de sua obra-prima, "Assim Falou Zaratustra", foi colocado diante dele, leu-o durante alguns minutos e disse em seguida: "Não sei quem é o autor deste livro. Mas, pelos deuses, que pensador deve ele ter sido!".

Friedrich Nietzsche faleceu em Weimar, Alemanha, no dia 25 de agosto de 1900.

 

 

 

11
Jan22

CARTA AOS MEUS AVÓS | 9º D

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"Ouviu-se a leitura da Carta à avó Josefa, de José Saramago. Depois os alunos escreveram postais de Natal aos avós. Turma 9 D. Em Português / ETP, Leituras do Centenário."

“Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo — e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e de formadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água.

Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira — sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.

Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja.(Contaste-mo tu, ou terei sonhado que o contavas?)

Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém. Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos — e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava. Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas — e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»” (“Carta para Josefa, minha avó” José Saramago)

 

11
Jan22

CARTAZ DA PAZ 2021/2022 | MADALENA RIBEIRO DO 8ºI

BE - ESJP

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A ESJP e toda a sua comunidade escolar felicitam a aluna Madalena Ribeiro, da turma 8ºI, deste ano letivo, pela escolha nacional do seu trabalho, realizado para o Concurso da Paz 2021-22, promovido pela Lions Club Internacional. 

 

Este concurso internacional de arte pretende estimular os jovens de todo o mundo a expressarem a sua visão sobre a Paz e inspirar o mundo por meio da arte e da criatividade. Assim, alunos de 7º e 8º anos, pela disciplina de Educação Visual, sob a orientação das professoras Luciana Gregório (8º A, F, I, J), Sónia Luz (7ºA) e Susana Duarte (7º E/F/G/H/I/J), desenvolveram propostas originais de ilustração para um cartaz alusivo à Paz com o tema "Estamos Todos Conetados: Trazendo Paz ao Mundo por meio das Crianças", utilizando diversas técnicas de desenho e pintura. 

 

Após os cartazes terem ido para avaliação do júri do município do Montijo, o cartaz da aluna Madalena Ribeiro, do 8ºI, foi escolhido para ir a nível nacional, o qual também foi selecionado para representar o país ao concurso internacional, cujos resultados só se saberão para meados do 2º período. Os cartazes realizados pelos alunos da ESJP e das restantes escolas do município irão estar em exposição na Biblioteca Municipal do Montijo, ainda com data a definir devido à situação nacional a nível pandémico. 

 

Parabéns pela distinção…temos artista! 

Estaremos a torcer pela Madalena Ribeiro a nível internacional...

 

Pode-se visualizar este e os outros cartazes em 

 

 

 

10
Jan22

A METAMORFOSE | FRANZ KAFKA

BE - ESJP

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A novela de Kafka começa de uma forma direta. O clímax do enredo é apresentado logo de início, e tudo o que ocorre na história é desdobramento desse primeiro acontecimento. A falta de uma explicação maior sobre o ocorrido não desfaz nem um pouco a verossimilhança da novela.

Como o fato é dado a priori, não temos alternativas além de aceitá-lo e continuar a leitura. Todos os fatos que se seguem estão de pleno acordo com a transformação de Gregor. Transformar um fenômeno desse tipo em algo plausível desde o princípio é um dos maiores méritos de A Metamorfose.

O próprio estilo da narrativa contribui para essa verossimilhança. A construção das frases de Kafka é precisa, tem poucos floreios e adjetivos inúteis, o que dá um tom de relato - quase burocrático - ao enredo.

Uma característica da literatura de Kafka é a presença de acontecimentos extraordinários que, sem nenhuma explicação, envolvem a narrativa. Não é apenas o estilo que suporta os fatos incomuns, a própria narrativa também os suporta.

Em A Metamorfose é a reação de Gregor, ao continuar agindo naturalmente, que nos leva a aceitar mais facilmente o fato de ele se ter transformado num inseto gigante. As suas maiores preocupações são com o trabalho e com a família.

O que mais consome o protagonista, perante tudo que está vivendo, é estar atrasado para o trabalho e a ameaça de perder o seu emprego. Como as suas preocupações continuam sendo as de uma pessoa "normal", a sua transformação em inseto é amenizada.

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Jan22

FRANZ KAFKA

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Franz Kafka (1883-1924) foi escritor checo, de língua alemã, considerado um dos principais escritores da Literatura Moderna. Suas obras retratam a ansiedade e a alienação do homem do século XX.

Franz Kafka nasceu em Praga, na época do Império austro-húngaro, na atual República Checa, no dia 3 de julho de 1883. Era filho de Julie Kafka e de Hermann Kafka, rico comerciante judeu.

Cresceu sob a influência das culturas judia, checa e alemã. Sua infância e adolescência foram marcadas pela figura dominadora do pai para quem apenas o sucesso material era importante.

De 1901 a 1906 estudou direito na Universidade de Praga, onde conheceu seu grande amigo Max Brod, seu posterior biógrafo.

Ainda estudante, frequentava os círculos literários e políticos da pequena comunidade judaica onde circulavam ideias e atitudes críticas e inconformistas, com que Kafka se identificava.

Após concluir o curso começou a trabalhar em uma companhia de seguros como inspetor de acidentes de trabalho. Apesar da competência profissional estava sempre insatisfeito, pois não podia se dedicar totalmente à atividade literária como desejava.

Carreira Literária

Kafka teve uma vida emocional conturbada intimidado pela educação severa recebida do pai e pelos noivados e amores infelizes. Tornou-se uma pessoa isolada e rebelde, comportamento que marcou profundamente sua obra.

Kafka só se sentia feliz quando sabia que estava distante da presença do pai e, essa felicidade era cheia de sobressaltos e temores.

O medo é um fator presente em sua obra, todos os seus personagens, que são seu próprio reflexo, são pessoas ou animais que temem algo e, nem mesmo podem explicar a origem e a causa de seu temor.

Em 1909 publicou “Descrição de Uma Luta”, quando manifestou o sentimento de solidão e desamparo que nunca o abandonaria.

Nessa perturbadora narração, que passou quase despercebida, o mundo dos sonhos, tema constante na sua produção, adquiriu uma desconcertante e persistente lógica no mundo da realidade.

Em 1910 começou a escrever os seus "Diários", escrito num caderno com letra nervosa e com trechos riscados e substituídos por outros.

Em 1915, Kafka conhece Milena, que vivia presa a um casamento que se estava a desfazer, o que aconteceu anos depois. Escreve no seu diário que o tempo e a felicidade já passaram e não há muito que esperar de uma existência desperdiçada entre lutas e temores. 

A Metamorfose

Em 1915, Kafka publicou A Metamorfose, em que o personagem acorda certa manhã, de um sonho agitado e se vê transformado em um imenso e repugnante inseto.

A história desenvolve-se num plano de absoluto realismo, com uma precisão de pormenores não somente plausíveis, mas até mesmo banais.

Kafka coloca na obra, sem compaixão e sem obedecer a esquemas políticos ou a conceitos sociológicos, a atmosfera pesada, sufocante e monótona da vida burguesa de uma casa de família.

O Processo

Na obra O Processo, o personagem central é o bancário Joseph K., que é preso e instaurado um processo contra ele por razões que nunca chega a descobrir.

Em geral a ação desenvolve-se num clima de sonhos e pesadelos e delírios misturados a fatos corriqueiros que compõem uma trama em que a irrealidade raia quase a loucura.

O Processo foi escrito entre 1914 e 1915, porém foi deixada inacabada e sem título. A obra só foi publicada em 1925 por seu biógrafo.

Últimos anos

Em 1917, Franz Kafka afastou-se do trabalho devido a uma tuberculose e submeteu-se a longos períodos de repouso. Em 1922 deixou definitivamente o emprego e passou o resto da vida em sanatórios e balneários.

Em 1923 conheceu Dora Dymant que se tornou uma companheira dedicada e o acompanhou em suas estadias nos sanatórios

Franz Kafka faleceu em Kierling, perto de Viena, Áustria, no dia 3 de junho de 1924, com apenas 41 anos.

in ebiografia

 

 

 

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UM AUTOR POR MÊS | FRANZ KAFKA

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“Franz Kafka nasceu a 3 de julho de 1883 em Praga, onde o pai era negociante. Pressionado por este, com quem tem difíceis relações, estuda direito numa universidade alemã. A sua  adolescência será marcada pelo ambiente muito particular de Praga, onde se entrecruzam as fraquezas e as contradições da velha Europa.(…) Doutor em direito, entra para uma companhia de seguros em 1907, mas a sua natureza complexa vai adaptar-se dificilmente à vida profissional. Em 1910 começa a escrever os Diários que irá manter com regularidade até 1923.”

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