DJIDIU - A HERANÇA DO OUVIDO

Djidiu - a herança do ouvido é uma obra que nos chama, de imediato, a atenção pelo instigante título. Djidiu, como explicado em nota no livro, “é um contador de histórias, um recipiente e um difusor da memória coletiva. Intérpretes e clarividentes, os Djidius, são porta-vozes dos sem voz, autênticas bibliotecas ambulantes”. Guardadores de memórias ancestrais, os Djidius são também conhecidos como Djelis ou Griots.
Djidiu é uma coletânea de poemas na qual os autores dos textos versejam sobre a experiência negra em Portugal. A obra é resultado de uma iniciativa da Afrolis que, entre março de 2016 a março de 2017, mobilizou pessoas negras a participarem “ativamente na produção e divulgação de textos da sua própria autoria ou de autores que considerassem relevantes”. Djidiu é, portanto, um livro atravessado por “recordações e movimentos” de poetas e escritores(as) negros(as) que ecoam as suas vozes num território português, marcado por profundas desigualdades raciais, onde não se pode mais fugir de um debate sério sobre o racismo, consequência das ações dos movimentos negros cada vez mais atuantes no país.





O Dia Mundial do Livro é comemorado a 23 de abril. Esta data foi instituída pela UNESCO na sua XVIII Conferência Geral (1995) para homenagear os livros e os autores à escala mundial. E promover, sobretudo junto dos mais jovens, o prazer da leitura e da descoberta dos livros, bem como a proteção do direito autoral e da propriedade intelectual. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare, entre outros.
